O estoque das operações de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) somou R$7,4 trilhões em julho. É uma alta de 0,3% no mês.
Os dados constam no Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (28).
Segundo o documento, o resultado decorreu do recuo de 0,7% nas operações com pessoas jurídicas (R$2,7 trilhões) e expansão de 0,8% nas operações com pessoas físicas (R$ 4,6 trilhões).
Em 12 meses, o crédito total aumentou 9,5%. Houve um avanço de 7,4% no crédito às empresas e de 10,8% às famílias.
O saldo das operações de crédito com recursos livres, ou seja, com recursos negociados com o mercado, totalizou R$ 4,2 trilhões em julho. Representa uma diminuição de 0,1% no mês e aumento de 7% em doze meses.
No crédito livre às empresas, o saldo da carteira recuou 1,9% no mês, somando R$ 1,6 trilhão.
Na avaliação do BC, foram foram determinantes para esse desempenho os recuos nas operações de desconto de duplicatas e outros recebíveis, após avanço sazonal no mês anterior, e capital de giro com prazo superior a 365 dias.
No mês, o crédito livre às famílias somou R$ 2,6 trilhões, com acréscimos de 1% no mês e de 10,8% em 12 meses.
De acordo com o BC, foram determinantes para esse resultado os incrementos das carteiras de cartão de crédito à vista, crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado, na qual se concentram as operações de “Crédito do Trabalhador”, e aquisição de veículos.
A taxa média de juros das concessões de crédito alcançou 32,1% a.a. em julho, com recuo de 1,2 p.p. no mês e avanço de 0,3 p.p. em doze meses.
No mês, spread bancário — que mede a diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação — diminuiu 0,9 p.p. no mês em julho e aumentou 0,3 p.p. em 12 meses, situando-se em 20,9 p.p.
Inadimplência
De acordo com o Banco Central, a inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional avançou para 4,9% em julho. A taxa é a maior da série histórica iniciada em 2011.
É uma alta de de 0,3 p.p. no mês e de 0,9 p.p. em 12 meses. Com isso, o resultado de julho ultrapassou o recorde anterior, registrado em maio quando a taxa de inadimplência estava em 4,7%. Em junho, o percentual sitou-se em 4,6%.