As mulheres representam 34,82% das candidaturas registradas para as eleições de 2026, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atualizados às 8h20 desta segunda-feira (17). São 7.140 candidatas, enquanto os homens somam 20.506 registros, que representa 65,18% do total.
Na prática, há quase 3 homens para cada mulher entre os candidatos registrados para a disputa deste ano.
Entre as mulheres, 52,27% se declararam pretas ou pardas, enquanto 45,97% são brancas. O cenário se inverte entre os homens: os brancos são maioria e representam 50,13% dos candidatos do sexo masculino.
A maior concentração de mulheres está nas disputas para os cargos do Legislativo estadual, distrital e federal, incluindo suplentes. Ao todo, são 7.017 candidatas nessa categoria. O número representa 98,3% de todas as candidaturas femininas registradas para os cargos listados pelo TSE.
Na disputa pelos cargos no Executivo, a presença feminina é menor. São 32 candidatas a governadora e 8 a vice-governadora. Para a presidência, foram registradas 2 mulheres, enquanto 5 mulheres disputam a vice-presidência.
O PL é o partido com o maior número de mulheres candidatas, com 537 registros.
Os dados ainda não são definitivos. O prazo para partidos, federações e coligações apresentarem os pedidos de registro terminou às 19h de sábado (15), mas o TSE continua processando e inserindo os registros na plataforma.
Desde 2009, os partidos são obrigados a lançarem ao menos 30% de candidaturas femininas nas eleições. A Constituição também determina o mínimo de 30% dos recursos de campanha e do tempo de rádio e TV às mulheres.
A fraude à cota de gênero pode levar à anulação de toda a chapa proporcional do partido, a cassação de diplomas de eleitos e suplentes, e a inelegibilidade dos envolvidos diretos na irregularidade.