A primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 foi encerrada com números expressivos de público nos estádios dos Estados Unidos, México e Canadá.
De acordo com dados da Fifa, os 24 jogos disputados até o momento registraram taxa média de ocupação de 99,4%, mesmo diante das críticas aos altos preços dos ingressos, que em algumas partidas chegaram a US$ 1.600.
Ao todo, mais de 1,5 milhão de ingressos foram comercializados na competição até agora.
Seis partidas tiveram ocupação total das arquibancadas: México x África do Sul e Uzbequistão x Colômbia, ambas no Estádio Azteca; Brasil x Marrocos, em Nova Jersey; Estados Unidos x Paraguai, em Los Angeles; Austrália x Turquia, em Vancouver; e Argentina x Argélia, em Kansas City.
Especialistas do setor apontam que um dos fatores para o desempenho das vendas é a adoção do sistema de preços dinâmicos pela Fifa. O modelo ajusta os valores dos ingressos conforme a demanda, prática já comum em grandes eventos esportivos norte-americanos e em shows internacionais.
Para Pedro Weber, sócio da Chenus, empresa especializada em investimentos esportivos, o sucesso da estratégia pode influenciar o mercado brasileiro.
“O sistema de precificação dinâmica é bastante utilizado no exterior para eventos esportivos e de entretenimento. Caso haja sucesso desse modelo na Copa do Mundo, a maior competição de futebol do planeta, o método deve começar a ser testado no Brasil em breve”, afirmou.
Robson Carlo, sócio-fundador da FutebolCard, destacou que a estratégia tem conseguido conciliar arrecadação e presença de público.
“Apesar das reclamações diante dos preços elevados, a Fifa mostra que a estratégia da precificação dinâmica tem rendido bons frutos, garantindo também a grande presença do público nas arquibancadas”, disse.
Recorde de público
Outro destaque da competição foi o recorde de público em um único dia.
Na terça-feira (16), os quatro jogos realizados reuniram 281.233 torcedores, com média de 70.308 espectadores por partida. O número superou a marca de 277.070 pessoas registrada em 28 de junho de 1994, durante a Copa disputada nos Estados Unidos.
A presença de torcedores sul-americanos também chamou a atenção dos organizadores. Partidas envolvendo Brasil, Argentina, Uruguai, Equador e Colômbia registraram forte presença de público latino nas arquibancadas.
Brasil lidera entre os maiores públicos
A Seleção Brasileira também aparece entre os destaques de público da primeira rodada.
O empate por 1 a 1 com Marrocos levou 80.663 torcedores ao estádio de Nova Jersey, nos Estados Unidos, registrando ocupação de 100% da capacidade e o terceiro maior público do Mundial até o momento, atrás apenas das partidas realizadas no Estádio Azteca, na Cidade do México.
A presença maciça de brasileiros nas arquibancadas reforça a forte demanda por ingressos envolvendo seleções sul-americanas. Segundo especialistas do setor, partidas de Brasil, Argentina, Uruguai, Equador e Colômbia têm atraído grande mobilização de torcedores, mesmo diante dos altos preços praticados pela Fifa nesta edição da Copa do Mundo.
Jogos com 100% de ocupação na 1ª rodada
- México 2 x 0 África do Sul — 80.824 torcedores
- Uzbequistão 1 x 3 Colômbia — 80.824 torcedores
- Brasil 1 x 1 Marrocos — 80.663 torcedores
- Estados Unidos 4 x 1 Paraguai — 70.492 torcedores
- Argentina 3 x 0 Argélia — 69.045 torcedores
- Austrália 2 x 0 Turquia — 52.497 torcedores