ETFs de renda fixa atraem fluxo recorde de investidores

Os ETFs de renda fixa são fundos negociados em bolsa que replicam carteiras de títulos de dívida, como títulos públicos e privados. Funcionam como um “pacote” de ativos de renda fixa que o investidor pode comprar e vender na bolsa de valores.

Dados da B3 junto com a gestora Investo mostram que os fundos saltaram de R$ 8,8 bilhões em dezembro de 2024 para R$ 51 bilhões só este ano.

Segundo Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, o crescimento não se limita à oferta de produtos, mas também ao volume aplicado. 

Apenas em 2026, já foram lançados 12 novos ETFs de renda fixa, o que demonstra um interesse crescente tanto de gestores quanto de investidores pelo segmento. 

Para Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, o avanço dos ETFs de renda fixa está ligado à própria evolução do comportamento do investidor.

“Os fundos começaram principalmente como produtos de renda variável. Aos poucos, o mercado cresceu e o investidor passou a perceber as vantagens da renda fixa dentro dessa estrutura. É um produto fácil, acessível, rápido e com liquidez”, avalia.

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Além disso, a simplicidade na alocação também contribui para a popularização do produto. Outra vantagem é o seu fator tributário. A apresentadora destaca que, em alguns casos, a estrutura pode ser mais eficiente do ponto de vista fiscal em comparação aos títulos tradicionais. 

“Nos títulos públicos, a tributação segue uma tabela regressiva, que começa em 22,5% e pode cair até 15% para prazos mais longos. Já nos ETFs de renda fixa, a alíquota é sempre de 15%. Isso pode representar uma vantagem importante, principalmente em estratégias de prazo mais curto”, explica.

Apesar disso, ela ressalta que há diferenças em relação ao investimento direto em títulos públicos. No caso dos ETFs, o investidor não tem vencimento do papel e o fundo precisa manter a estratégia por meio do chamado “rebalanceamento” da carteira.

“É diferente de comprar um título público direto do Tesouro. No ETF, não existe vencimento individual. O gestor precisa ir rolando a carteira, o que mantém a exposição constante e faz com que o efeito da marcação a mercado esteja sempre presente”, alerta.

Isso significa que, em cenários de alta nas taxas de juros, os ETFs de renda fixa podem apresentar desempenho inferior ao de títulos individuais, já que estes últimos vão se aproximando do vencimento ao longo do tempo.

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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