Os bilhetes magnéticos, usados para a entrada no Metrô de São Paulo do tipo “Edmonson”, deixarão de ser aceitos definitivamente a partir de 31 de outubro. Ainda será possível a troca dos bilhetes magnéticos excedentes no período entre novembro e janeiro de 2027, em postos de atendimento específicos que serão divulgados posteriormente.
Devido a limitação tecnológica do sistema de leitura do bilhete nas catracas, a medida foi tomada para a modernização da bilhetagem. Além disso, a produção dos bilhetes envolve várias etapas, incluindo fabricação especializada (Casa da Moeda), transporte, armazenamento seguro, distribuição às estações e reposição constante dos estoques. Também há custos relacionados à logística, armazenagem, transporte, controle de estoque, recolhimento e manutenção dos equipamentos de leitura.
A chegada dos cartões de transporte público como o Bilhete Único e Top, foi um dos grandes motivos para a aceitação do fim dos bilhetes de papéis. Esses cartões contam com opções mais modernas, seguras, sustentáveis e convenientes, além de possuir fácil pagamento e acesso digitalmente em aplicativo de celular e WhatsApp.
Um verdadeiro patrimônio sentimental da cidade
Durante muitos anos, a experiência de viagem do paulistano esteve associada a um pequeno bilhete magnético que acompanhou milhões de pessoas em diversos para a escola, trabalho e momentos importantes da vida na cidade.
Assim como as antigas fichas telefônicas, orelhões, relógios analógicos nas plataformas e outros objetos que marcaram uma época, o bilhete também é símbolo de uma lembrança afetiva de diferentes gerações e da própria expansão do sistema metroviário de São Paulo.
200 anos de história
Criado pelo inglês Thomas Edmondson, no século 19, o bilhete utilizado pelo Metrô de São Paulo leva seu nome. Chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra, o inglês desenvolveu, a partir de 1839, um modelo padronizado de emissão de passagens que revolucionou o transporte ferroviário ao substituir os antigos bilhetes manuscritos.
O sistema era baseado em cartões já impressos com antecedência, numerados sequencialmente e validados no momento da venda, permitindo maior controle operacional e financeiro. Devido à alta eficiência, o método foi adotado por ferrovias em diversos países, tornando-se um padrão mundial de bilhetagem ferroviária.
Quando o Metrô de São Paulo iniciou suas operações comerciais em 1974, incorporou essa tradição ao adotar os bilhetes em papel-cartão com tarja magnética, considerados tecnologia de ponta para a época. Durante décadas, eles desempenharam papel fundamental na mobilidade de milhões de passageiros.
*Sob supervisão de AR.