Candidaturas que se consolidam através de pesquisas…sofrem, e bastante, quando pesquisas caem. É o que acontece no momento com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Quando foi ungido candidato pelo próprio pai, Flávio enfrentou inicialmente uma considerável relutância em endossar seu nome por parte de outros agrupamentos políticos de centro direita. Mas as primeiras pesquisas o colocaram em situação numericamente até favorável frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Numa sequência de resultados que pareciam dar a ele o privilégio de jogar parado, os números, acreditava-se, falavam por si. Quem, senão ele, poderia impedir a reeleição do presidente Lula?
Foi então que Flávio assumiu uma posição comparável a nome único para enfrentar Lula. O efeito pesquisa na consolidação da candidatura inverteu-se quando começaram a aparecer nos levantamentos resultados decepcionantes em relação aos anteriores.
E, o que é pior, resultados decepcionantes provocados exclusivamente pelo próprio candidato. Seja pela ligação com o ex-banqueiro no centro do maior escândalo da atualidade, seja pela ligação com setores do governo americano que estão empregando instrumentos de coerção contra o Brasil.
Preocupante para a candidatura do filho de Bolsonaro neste momento são dois elementos indicados pelas pesquisas. O primeiro é persistente: há um espaço considerável no eleitorado querendo uma alternativa ao eixo Lula-Bolsonaro.
O segundo é o impacto negativo para Flávio num segmento muito pequeno do eleitorado, que os pesquisadores chamam de independentes.
Porém, numa eleição que está extraordinariamente apertada, qualquer “mexidinha” tem grandes consequências.