O PL enfrenta dificuldades para constituir palanque no Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo, porque integrantes do partido foram alvos de operações policiais. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, minimizou a situação e disse confiar na vitória.
Ele justificou o otimismo com base no eleitorado que vive fora da capital do estado e não seria favorável a votar no principal adversário. “Eduardo Paes já perdeu porque não tem voto no interior. E o PL tem muito voto no interior, afirmou Valdemar em entrevista à CNN.
O dirigente partidário lembrou que o ex-juiz federal Wilson Witzel derrotou Paes em 2018 e atribuiu o resultado aos votos do interior.
Sobre a indefinição do palanque no Rio de Janeiro, Valdemar declarou que a decisão caberá ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente e ao deputado federal Altineu Cortes (PL-RJ), presidente do partido no estado.
Valdemar ainda descartou que Márcio Canella divida o palanque com Flávio. Ele estava se referindo ao ex-prefeito de Belfort Roxo que chegou a ser preso e está usando tornozeleira eletrônica ao ser alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) e ser encontrado com um fuzil.
O dirigente partidário reclamou da atuação do STF (Supremo Tribunal Federal). “O único problema que nós temos hoje é que o Douglas Ruas é o presidente da assembleia, a Constituição manda ele assumir o estado e o Supremo não permite que ele assuma o estado. O estado está sendo governado por um desembargador”, protestou Valdemar.