Tubarão-mako, peixe mais rápido do mundo, é avistado em Paraty (RJ)

Um tubarão-mako, também conhecido como tubarão-anequim e considerado um dos peixes mais rápidos do mundo, foi flagrado na região da Baía da Ilha Grande, em Paraty (RJ), nesta terça-feira (14). A espécie pode atingir velocidades superiores a 70 km/h.

Segundo a Secretaria Municipal do Ambiente, o tubarão-mako tem hábitos predominantemente oceânicos e, eventualmente, pode se aproximar da costa, sem que isso represente um comportamento incomum.

Os tubarões fazem parte da fauna marinha da Baía da Ilha Grande. No entanto, houve um aumento no número de registros da espécie, incentivados pelo fortalecimento do monitoramento científico e pela maior disponibilidade de imagens obtidas por celulares, drones e outros equipamentos, que permitem documentar essas ocorrências.

O Instituto PROSHARK monitora essas espécies por meio de telemetria satelital e acústica, drones e outras tecnologias.

A Secretaria Municipal do Ambiente orienta que, em caso de avistamento de tubarões, a população não tente se aproximar nem interagir com o animal. A recomendação é manter uma distância segura e evitar permanecer na água durante a ocorrência.

Veja registro:

O que diz bióloga sobre tubarão-mako? 

Em entrevista à CNN Brasil, a bióloga marinha Larissa Uema explicou que o tubarão-mako é um peixe predador topo de cadeia que evoluiu para caçar os peixes mais rápidos do oceano. Existem duas duas espécies de tubarão-mako e as duas já foram registradas aqui no Brasil.

De acordo com Larissa, a mais comum é a mako-de-barbatana-curta (Isurus oxyrinchus), o mesmo que foi avistado no Rio de Janeiro nesta terça-feira (14).

Ele é tão rápido porque a principal presa é o atum, um dos peixes mais rápidos do planeta. Para ele ser tão rápido ele desenvolveu uma anatomia propícia para velocidade. Além disso, tem a nadadeira caudal em forma de meia lua perfeita para altas velocidades e ele consegue manter partes do corpo mais quentes que o ambiente dando mais potência, força e aceleração,

Larissa Uema, bióloga marinha

Larissa ainda explica que ele é mais visto por pescadores oceânicos e, por isso, está ameaçado de extinção, na lista oficial brasileira de espécies ameaçadas de extinção atualizada em 2026. O peixe consta como criticamente ameaçado.

É preocupante porque essa espécie demora muito pra entrar em fase reprodutiva. Um macho pode demorar de 7 a 9 anos e uma fêmea 18 a 21 anos.

Larissa Uema, bióloga marinha

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