O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (30) que discutiu a libertação de presos políticos com o presidente chinês, Xi Jinping, quando os dois líderes se reuniram na semana passada.
“Eu discuti isso com o presidente Xi. Eu discuti”, disse Trump a repórteres ao ser questionado se havia abordado os casos de presos políticos, como o acadêmico de Mianmar e cidadão americano Min Zin — preso em junho — e o magnata da mídia Jimmy Lai, o crítico mais vocal da China em Hong Kong.
“Conversamos, e acho que tivemos algumas discussões muito, muito importantes. Discussões que, esperamos, sejam frutíferas”, acrescentou Trump.
Antes da visita de Xi, a Casa Branca havia informado que se esperava que Trump abordasse, com o líder chinês, casos de pessoas detidas injustamente na China.
A Casa Branca não informou se Trump pretendia levantar diretamente questões mais amplas de direitos relacionadas ao Tibete, à minoria muçulmana uigur e à nova lei de “unidade étnica” da China.
Trump tornou a conquista da liberdade de americanos detidos no exterior — inclusive na China — uma prioridade, embora tenha evitado, em grande parte, falar sobre o tratamento dispensado pela China a tibetanos, uigures e vozes dissidentes.
O caso de Lai despertou preocupações globais em relação às medidas de repressão à segurança nacional em Hong Kong, refletindo, em parte, sua notoriedade como fundador do extinto jornal Apple Daily.
Ele foi condenado a 20 anos de prisão em fevereiro, sob duas acusações de conspiração para conluio com forças estrangeiras e uma acusação de publicação de materiais sediciosos.
Washington classificou o acadêmico de Mianmar e cidadão americano Min Zin como alguém detido injustamente em agosto, após sua prisão pelas autoridades chinesas em junho.