Tribalistas explicam método de criação que mistura email, telefone e encontros

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Os Tribalistas não precisam estar sempre juntos para fazer música. Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown já compuseram por email e telefone, embora a convivência entre os três seja considerada fundamental para o resultado das canções. A dinâmica do grupo será um dos assuntos do Conversa com Bial, na Globo, nesta terça-feira (11), em edição gravada no Teatro Sesc, em Copacabana, na zona sul do Rio.

O trio participa do programa ao lado de Dora Jobim, diretora de “Tribalistas – O Baú da Hora Fértil”. O filme recupera imagens pouco conhecidas dos músicos e mostra etapas do processo de criação, desde os primeiros registros de uma composição até gravações, ensaios e apresentações.

“A gente compõe às vezes por email, por telefone, mas, no nosso caso, funciona muito a presença, o estar junto. As músicas saem com uma facilidade espantosa”, diz Arnaldo.

Para Marisa, o interesse do documentário está justamente em mostrar uma etapa que normalmente fica longe do público: o nascimento de uma música. “O documentário permite ver uma coisa rara: a gênese de uma canção. É um lugar que quase ninguém vê. É um lugar que raramente é registrado”, afirma.

O material reunido por Dora Jobim começou a ser produzido com outra finalidade. A ideia inicial era acompanhar a gravação de um disco, mas o registro acabou incorporando imagens feitas em diferentes momentos da trajetória do trio. Estúdios, sessões de fotos, viagens, turnês e encontros passaram a fazer parte do arquivo. O título ‘O Baú da Hora Fértil’ faz referência justamente a esse conjunto de registros.

Marisa descreve a criação dos Tribalistas como um processo que mistura espontaneidade e método. “Coletivo, criativo, espontâneo, caótico, afetivo, relaxado e divertido. Mas, ao mesmo tempo, rigoroso”, resume. Já Carlinhos Brown relaciona o trabalho à liberdade proporcionada pela criação conjunta. “Estamos a bordo de um sentimento criativo que, de forma natural, impõe o sorriso. A poesia liberta a pessoa”, afirma.

O trio também relembra na conversa com Pedro Bial a origem de canções como ‘Velha Infância’ e ‘Já Sei Namorar’, além dos encontros que deram forma à parceria iniciada há mais de 20 anos.

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