Trechos interditados após desabamento são reabertos para pedestres em Belém

A Prefeitura de Belém liberou, nesta quarta-feira (8), a circulação de pedestres em parte da área isolada após o desabamento parcial da fachada de um casarão histórico no Centro Comercial da capital.

Apesar da flexibilização, o tráfego de veículos continua proibido, já que os trabalhos de escoramento da estrutura seguem em andamento.

A passagem de pedestres foi autorizada nos cruzamentos da travessa 13 de Maio com a travessa 7 de Setembro, da travessa 13 de Maio com a travessa Campos Sales, da travessa Padre Eutíquio com a rua Manoel Barata e da travessa Padre Eutíquio com a rua João Alfredo.

 

Segundo a prefeitura, a circulação de veículos permanece interditada por questões de segurança. Os serviços de escoramento do casarão continuam sendo executados por uma empresa contratada pelo proprietário do imóvel, sob acompanhamento dos órgãos competentes.

O entorno imediato da edificação seguirá completamente isolado para evitar acidentes enquanto as equipes técnicas trabalham na estabilização da estrutura.

Agentes da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) permanecem no local para orientar pedestres e motoristas e organizar o fluxo na região.

Relembre o caso

O desabamento parcial da fachada do casarão ocorreu na segunda-feira (6), no cruzamento da travessa 13 de Maio com a rua Padre Eutíquio, uma das áreas de maior movimento do Centro Comercial de Belém. Ninguém ficou ferido, mas a área foi imediatamente isolada devido ao risco de novos desabamentos.

Uma avaliação preliminar realizada pela Secretaria Municipal de Cultura (Semcult) apontou que a combinação entre a falta de manutenção preventiva, infiltrações provocadas por uma calha danificada e uma possível sobrecarga de mercadorias nos pavimentos superiores pode ter contribuído para o colapso da fachada.

O imóvel é tombado e está integrado ao Conjunto Arquitetônico e Paisagístico dos Bairros da Cidade Velha e Campina, protegido por ser patrimônio cultural brasileiro.

Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PA), seguem acompanhando a ocorrência.

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