“Tirar sigilo do Master não contribui com imagem do STF”, diz especialista

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, solicitou nesta quinta-feira (10) que o ministro André Mendonça retire o sigilo das investigações sobre o caso Master na Corte. A medida, no entanto, é vista por especialistas como mais um sinal de crise interna da instituição do que uma solução efetiva. Ao WW, o diretor de análise política da Prospectiva, Thiago Vidal, comentou o tema.

Vidal avaliou que a decisão de Fachin, embora possa ter o objetivo prático de evitar contestações sobre o conteúdo das provas, não contribui para a imagem do tribunal. “No fundo, não contribui com a imagem do Supremo Tribunal Federal. Não é por aí que a coisa vai se resolver”, afirmou.

Crise institucional em evidência

Para Vidal, o episódio revela um cenário preocupante para o STF. O especialista ressaltou que a corte teve diversas oportunidades ao longo dos últimos anos de melhorar sua imagem de forma mais simples, mas optou por enfrentar agora um tema que, segundo ele, já está fora de controle.

“O Supremo teve várias oportunidades, ao longo dos últimos anos, de melhorar a sua imagem, melhorar a imagem do judiciário de maneira geral. Em várias ocasiões, de maneira muito mais fácil, com temas muito mais simples”, disse.

Vidal destacou ainda que o caso Master deixou de ser apenas uma questão jurídica para se tornar um tema político, eleitoral e criminal, envolvendo os próprios ministros do tribunal.

Para o especialista, trata-se de “mais um sintoma da crise pela qual passa a instituição“, em um momento em que o julgamento se desenrola quase em tempo real diante da opinião pública.

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