Ao fim do terceiro e último bloco do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) elogiou o trabalho do prefeito da capital Ricardo Nunes (MDB) ao comparar com o mandato de Fernando Haddad (PT), entre 2013 e 2016, seu concorrente ao Palácio dos Bandeirantes.
“Me admira você, Haddad, falar de entrega, logo você. Você que foi eleito o pior prefeito [de são Paulo]. Tinha que entregar UPAS, não entregou. Prometeu entregar três hospitais e não entregou nenhum. Prometeu entregar UBS, não entregou quase nada”, disse Tarcíso
“Hoje eu estou trabalhando com o prefeito Ricador Nunes, maior prefeito da história dessa cidade, tem uma aprovação enorme, é um prefeito que tá arrebentando, que tem obra em todas as periferias, que cuidou das pessoas. Aí dá pra perceber muito bem, ele foi reeleito, não perdeu para brancos e nulos na sua eleição. Sequer você foi para o segundo turno. Isso diz muito, a população rejeitou e aqui, aqui tem trabalho, aqui tem entrega”, acrescentou.
Segundo pesquisa Datafolha registrada em julho de 2016, ao fim do mandato, o petista tinha a pior avaliação registrada entre os prefeitos de São Paulo. A gestão era avaliada como ótima ou boa por 14% do eleitorado, enquanto aqueles que consideravam como ruim ou péssimo somavam 48%.
Nas considerações finais, Haddad respondeu Tarcísio citando a dívida da capital paulista e o envolvimento da atual gestão municipal com a produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, alvo de investigação da Polícia Civil do Estado.
“Com R$ 80 bi em caixa, com fim da dívida, o cara já está endividando a cidade em R$ 50. E ainda com um contrato aí de wi-fi para ser desviado o dinheiro para o PCC uma parte e para fazer o filme do Bolsonaro por outra”, disse Haddad em referência a Nunes. “Vai com calma, pega leve, não abusa da retórica, porque eu não te desrespeitei e não gostaria de ser desrespeitado nos nossos próximos embates.”
Segundo a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) divulgada em maio deste ano, a gestão do prefeito Ricardo Nunes prevê uma alta de 18,5% da dívida consolidada líquida — o valor real que uma gestão deve após subtrair seu caixa e aplicações para pagamento das dívidas — para 2027, um total de R$ 51,2 bilhões.
O valor é mais que o dobro que a registrada em 2025, quando a dívida líquida acumulada somava R$ 20,1 bilhões. Para 2027, a gestão projeta receita de R$ 138,6 bilhões.