A maioria dos investidores em Contratos de Opção de Copom (Comitê de Política Monetária) negociados na B3, a Bolsa de Valores do Brasil, acredita que a próxima reunião do Banco Central resultará em um corte de 0,25 ponto percentual na Selic.
Segundo o gráfico de probabilidades da última quarta-feira (8), a chance de uma redução de 0,25 ponto percentual é de 72%. A segunda hipótese mais provável é a manutenção da taxa básica de juros no atual patamar de 14,25%, com probabilidade de 26,9%, de acordo com os contratos negociados.
Já a possibilidade de um corte de 0,50 ponto percentual aparece com apenas 1,5% de chance.
A opção de Copom da bolsa permite que os investidores negociem contratos sobre a variação da taxa Selic, decidida a cada reunião dos diretores do BC.
Padronizado e negociado no ambiente listado, o contrato é, segundo a B3, “transparente quanto as expectativas de cenários por reunião, possibilita a negociação independente para cada decisão do comitê e amplia o leque de estratégias à proteção da carteira de investimentos”.
No início das negociações, em 10 de junho, a maior parte dos investidores apostava na manutenção da Selic. No entanto, após a reunião do Banco Central realizada em 17 de junho, quando a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual, as expectativas mudaram.
Desde então, o mercado passou a precificar majoritariamente uma nova redução de mesma magnitude.
Apesar disso, os últimos dias de negociação indicam um aumento no volume de contratos que apostam na manutenção da taxa. Em 8 de julho, foram negociados 139,6 milhões de contratos nesse cenário, contra apenas 4,6 mil que projetavam um corte de 0,25 ponto percentual.
O número também ficou muito abaixo dos 235,4 mil contratos negociados em 23 de junho, data que registrou o maior volume de operações apostando em uma redução de 0,25% da Selic.
Caso a expectativa predominante se confirme, esta será a quarta queda consecutiva da taxa básica de juros promovida pelo Copom. O movimento sucede um período em que a Selic permaneceu em 15% durante todo o segundo semestre de 2025, o maior nível registrado nos últimos 20 anos.
A próxima reunião do comitê do Banco Central está marcada para 4 e 5 de agosto deste ano.