O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduziu a taxa Selic, referência dos juros básicos do país, em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, nesta quarta-feira (16).
A decisão marca o quinto corte consecutivo e atende às expectativas do mercado que já apostavam por uma queda de 0,25%.
Veja, a seguir, quanto rende aplicar R$ 1 mil com o novo patamar da Selic.
A pedido do CNN Money, Michael Viriato, da Casa do Investidor, realizou um levantamento de quanto o seu dinheiro renderia nessa patamar de juros dentre opções de renda fixa e variada.
A simulação indica que os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de bancos médios podem chegar a 105% do CDI, sendo assim os mais rentáveis da renda fixa.
Nessa hipótese, a aplicação alcançaria R$ 1.054,08 em seis meses e R$ 1.332,95 em 30 meses.
No entanto, saindo da renda fixa, os Fundos de Ações do Ibovespa oferecem os maiores retornos dentre todos os investimentos, podendo chegar a R$ 1.064,44 após seis meses e R$ 1.366,47 após 30 meses da primeira aplicação.
Já na outra ponta, a poupança aparece como a alternativa menos atrativa nesse cenário de Selic um pouco mais baixa. O valor investido subiria para R$ 1.038,12 em seis meses e atingiria R$ 1.205,72 em 30 meses.
Os cálculos já consideram rendimentos líquidos, isto é, com desconto do imposto de renda sobre os ganhos, exceção feita à poupança, que é isenta.
DI é de 0,2% para o Tesouro Selic, embora esses custos possam variar conforme a instituição ou corretora.
Decisão do Copom
A decisão do colegiado saiu por volta das 18h30 e veio em linha com a expectativa de investidores e especialistas.
O mercado já esperava que o Banco Central desse continuidade ao ciclo de cortes na Selic, iniciado em março deste ano, quando a taxa passou de 15% — patamar mantido desde junho de 2025 — para 14,75%.
A aposta de corte ganhou força depois da divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto.
O índice de inflação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) caiu 0,32% no mês, abaixo do esperado por economistas consultados pela Reuters, que esperavam uma queda de 0,29%.
Além disso,o Boletim Focus, que capta as projeções do mercado para indicadores macroeconômicos, espera que os juros terminem em 13,75% neste ano.
O Copom se reúne em mais duas ocasiões neste ano: 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro.