A seleção de Marrocos manifestou apoio ao lateral Achraf Hakimi, que enfrentará julgamento na Justiça francesa por uma acusação de estupro. O caso, que remonta a 2023, veio à tona em coletiva de imprensa na terça-feira (23), antes do confronto pela Copa do Mundo contra o Haiti.
O goleiro Munir El Kajoui, reserva da seleção no Mundial, reforçou o posicionamento do elenco. Ele destacou a importância de Hakimi para o país, afirmando: “Todos apoiam Achraf. Ele é o nosso modelo no Marrocos. Estaremos sempre ao lado dele, aconteça o que acontecer”.
Na última sexta-feira (19), o Tribunal de Apelação de Versalhes, na França, rejeitou o recurso apresentado pela defesa do jogador. A decisão manteve o prosseguimento do processo, entendendo que existem elementos suficientes para levar o caso a julgamento.
Hakimi nega acusações
Após a decisão judicial, Hakimi utilizou suas redes sociais para negar as acusações. O lateral afirmou ter se tornado um “alvo fácil” por causa da fama e declarou confiança no sistema de justiça francês.
Em sua postagem, o jogador escreveu: “A justiça olhou nos meus olhos e me disse: ‘Se você não fosse conhecido, nunca haveria um caso’. Escolhi me calar por anos. Pensei que permanecer digno, ser paciente e confiar na justiça permitiria que as decisões corretas fossem tomadas”.
Capitão e principal referência técnica de Marrocos, Hakimi vive um momento delicado fora de campo, em meio à disputa da Copa do Mundo. A seleção africana enfrenta o Haiti nesta quarta-feira (24), às 19h (de Brasília), pela última rodada do Grupo C.
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