Cuba aceitou uma oferta dos Estados Unidos de US$100 milhões em ajuda humanitária, disse o secretário de Estado Marco Rubio a repórteres nesta quinta-feira (21).
O governo cubano afirmou na semana passada que estava “disposto a ouvir” a oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões feita pelos EUA, embora tenha ressaltado que não possuía detalhes específicos sobre a proposta do Departamento de Estado americano.
O chefe da diplomacia cubana destacou “a incongruência da aparente generosidade por parte daqueles que submetem o povo cubano a punições coletivas por meio da guerra econômica”, mas ressaltou que o governo Castro “não tem o hábito de rejeitar ajuda externa oferecida de boa-fé e com objetivos genuínos de cooperação”.
Na quarta-feira (13), Washington reiterou uma proposta de US$ 100 milhões em “assistência direta ao povo cubano”, a ser distribuída em coordenação com a Igreja Católica “e outras organizações humanitárias independentes de confiança
Desde janeiro, Washington intensificou a pressão sobre Havana para implementar reformas econômicas e políticas, com medidas que incluíram um embargo ao petróleo, e também ameaçou com intervenção militar na ilha.
A crise energética, que decorre de fatores estruturais, agravou-se nos últimos meses, provocando apagões diários prolongados. A situação gerou alguns protestos de rua na noite de quarta-feira, à medida que os cortes de energia se intensificavam.
“A situação está muito tensa, está ficando cada vez mais quente”, reconheceu o ministro cubano de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, horas antes, referindo-se aos meses escaldantes de verão na ilha caribenha, que aumentam a demanda por energia, e confirmou que as reservas de petróleo estão praticamente esgotadas.
Rodríguez também afirmou que “a melhor ajuda” que os Estados Unidos poderiam dar “é reduzir as medidas de bloqueio energético, econômico, comercial e financeiro, que se intensificaram como nunca antes nos últimos meses”.
O presidente Donald Trump está pressionando por uma “mudança de regime” em Cuba, onde os comunistas do ex-presidente Raúl Castro estão no poder desde que seu falecido irmão, Fidel Castro, liderou uma revolução em 1959.
Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira (20) acusações de assassinato contra Raúl Castro, uma grande escalada que marcou um novo ponto baixo nas relações entre os antigos rivais da Guerra Fria.
Rubio negou que os EUA estivessem promovendo a reconstrução de nações.
“Não se trata de reconstrução de nações”, disse ele a repórteres antes de partir para uma reunião de ministros da Otan na Suécia. “Estamos tratando de algo que está diretamente relacionado à segurança nacional dos Estados Unidos.”