O candidato à presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, desistiu de comparecer ao debate eleitoral promovido pela Band neste domingo (23) às 20h, em São Paulo. Em nota, a campanha de Zema atribuiu a ausência ao não comparecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Segundo a assessoria do ex-governador, a mudança da data do debate, que inicialmente seria no último domingo (16), para a semana seguinte ocorreu sob a justificativa de que Lula iria participar.
“A mudança de data do debate promovido pela Rede Bandeirantes de Televisão de 16/08 para 23/08 havia sido considerada sob a premissa e a expectativa de que o candidato Lula fosse participar, garantindo a pluralidade do encontro. Diante da ausência de Lula e de outros concorrentes, a alteração de data perdeu o seu propósito inicial”, afirma a nota.
Como a CNN mostrou, auxiliares de Lula já sinalizavam que a chance de participação era mínima. A campanha sequer retirou as credenciais para o debate. A avaliação é que o petista seria o principal alvo dos demais candidatos elegíveis, nomes da direita e centro-direita.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) retirou as credenciais e esperava a definição de Lula. Ele também anunciou que não irá. À CNN, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu que Flávio só vá a debates em que tiverem a presença de Lula.
Após a divulgação da desistência de Zema, os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) reiteraram a confirmação de que estarão presentes para discutir suas propostas de campanha na noite deste domingo. Além dos citados, Augusto Cury (Avante) também segue confirmado no debate.
Em vídeo repercutido nas redes sociais, Renan afirma não ter entendido o motivo da desistência do candidato do Novo e disse considerar a postura dos candidatos ausentes “uma vergonha”.
“É obrigação dos candidatos ir ao debate, é uma vergonha o que estão fazendo. De direita a esquerda, todo mundo está descompromissado”, ressaltou Renan.