O Rio Rotativo Digital, novo sistema de estacionamento tarifado do Rio de Janeiro, operou pelo primeiro fim de semana. O projeto piloto teve início na sexta-feira (17) e substitui, de forma gradual, os antigos talões de papel por um sistema digital.
O novo modelo funciona em sete áreas no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, o primeiro fim de semana registrou mais de 7,6 mil validações de períodos de duas horas.
O sistema usa tecnologia para o gerenciamento de vagas em tempo real, integrado ao sistema de bilhetagem pública conhecido como Jaé.
Como usar o Rio Rotativo Digital?
Para usar o serviço, o motorista deve acessar o aplicativo Jaé ao estacionar em uma vaga sinalizada. Dentro da plataforma, o condutor seleciona a opção “Rio Rotativo”.
O sistema usa o GPS para identificar o endereço automaticamente, e o usuário precisa confirmar os dados da localização exibida na tela.
Depois, o motorista insere a placa do veículo e define o tempo de permanência. É permitida a renovação do período até o limite máximo de seis horas.
Já o pagamento é realizado por meio de créditos da carteira do aplicativo, que podem ser adquiridos via Pix ou cartão de crédito. Mesmo com a mudança na forma de cobrança, a tarifa continua em R$ 2,00 por até duas horas de permanência.
Início da operação
Na fase inicial do projeto, o sistema disponibiliza 667 vagas distribuídas em sete áreas nas avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa. Os pontos de estacionamento estão localizado próximos a locais como Clube Caiçaras, Parque das Taboas, Parque dos Patins, Clube Piraquê e Parque do Cantagalo.
O projeto inclui vagas destinadas a motocicletas, idosos e pessoas com deficiência (PDC). A implementação será gradual e acompanha a instalação da nova sinalização nas vias.
Já os chamados “guardadores de carros” cadastrados não serão excluídos, mas sim integrados ao novo modelo. Segundo a prefeitura, eles passaram por treinamento para autar no suporte à gestão dos locais, ao auxiliarem na coleta de informações sobre a ocupação das vagas por meio plataforma tecnológica do sistema.
Vale ressaltar que os profissionais não possuem poder de fiscalização ou aplicação de multas. A emissão de infrações continua sob responsabilidade exclusiva de autoridade de trânsito.
Possível expansão do projeto
A iniciativa, segundo a gestão, busca oferecer mais transparência, praticidade e segurança, ao combater cobranças irregulares e extorsões em áreas públicas.
As sete áreas que já estão incluídas no serviço fazem parte do projeto piloto. A prefeitura afirma que, com o início da operação, os resultados serão analisados para que a implantação do Rio Rotativo Digital ocorra em outras áreas da cidade.
*Sob supervisão de AR.