O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado (1º) que cancelou ataques planejados contra o Irã, acrescentando mais tarde que autoridades de Washington e Teerã se reunirão para conversas ainda hoje.
O Irã negou que esteja mantendo discussões com os EUA.
Esta não é a primeira vez, durante o conflito, que Trump ameaça realizar ataques e depois os cancela.
Relembre as vezes em que isso aconteceu:
- Em 21 de março, Trump afirmou que os EUA “atingiriam e destruiriam” usinas de energia iranianas caso Teerã não reabrisse o Estreito de Ormuz em até 48 horas. Em 23 de março, pouco antes de expirar o prazo estipulado por ele, o presidente declarou que os dois países haviam mantido “conversas produtivas” e que ele adiaria por cinco dias qualquer ataque a instalações de energia.
- Em 7 de abril, Trump alertou que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se o Irã não concordasse em encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. Horas depois, foi anunciado um cessar-fogo de duas semanas entre os países.
- Em 21 de abril, véspera do término previsto do cessar-fogo, Trump disse que esperava “estar bombardeando” caso os negociadores não chegassem a um acordo. Mais tarde naquele dia, ele prorrogou o cessar-fogo.
- Em 17 de maio, o presidente alertou que “para o Irã, o relógio está correndo, e é melhor eles agirem, e rápido, ou não sobrará nada deles“. No dia seguinte, ele disse que “adiaria” um plano para atacar o Irã, citando um pedido do Catar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.
- Em 11 de junho, Trump disse que as forças armadas dos EUA atingiriam o Irã “com muita força nesta noite”, acrescentando que também “tomariam a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera”. Horas depois, o presidente norte-americano afirmou que estava cancelando os ataques porque “pontos finais” de um acordo entre as duas partes haviam sido aprovados.
- Em 1º de agosto, Trump afirmou que o país estava “armado até os dentes e pronto” para atacar o Irã “com níveis de terror, força e poder militares não vistos desde a Segunda Guerra Mundial”. Apesar disso, ele disse: “Concordei, para o benefício futuro do mundo e, da mesma forma, para a sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, condicionado à possibilidade de fechar um acordo rapidamente”.
Último ataque cancelado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (1º) que decidiu cancelar um ataque planejado contra o Irã após, segundo ele, receber um pedido do governo iraniano e de outros países do Oriente Médio para adiar a ofensiva enquanto um acordo é negociado.
O anúncio foi feito em uma publicação na rede social Truth Social.
Segundo Trump, as Forças Armadas dos Estados Unidos estavam prontas para realizar um ataque contra a República Islâmica do Irã “com níveis de terror, força e poder militar nunca vistos desde a Segunda Guerra Mundial”.
Apesar disso, o presidente afirmou que o Irã e outros países da região solicitaram que os Estados Unidos suspendessem a ofensiva porque os termos de um acordo já teriam sido definidos.
De acordo com a publicação, esse entendimento incluiria a abertura imediata, completa e total do Estreito de Ormuz e o fim da ameaça nuclear iraniana. O presidente americano também afirmou que Israel aderiu ao compromisso.
Também na sexta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que qualquer “agressão” por parte dos Estados Unidos e de Israel, ou a participação de países da região nessas ações, teria uma “resposta decisiva e proporcional”.
Mais cedo, Trump havia sinalizado que estava disposto a ampliar a campanha militar contra o Irã, afirmando durante uma reunião de gabinete: “Vamos atingi-los com muita força”.