A cazaque Elena Rybakina garantiu, nessa quarta-feira (9), um feito histórico: ao vencer a chinesa Zheng Qinwen e avançar às semifinais do US Open, ela assegurou matematicamente o topo do ranking mundial da WTA pela primeira vez na carreira.
Rybakina se torna a 30ª jogadora da história a alcançar o número 1 do mundo desde que o ranking passou a ser publicado oficialmente, em novembro de 1975, quando Chris Evert liderava a lista.
A conquista destrona a bielorrussa Aryna Sabalenka, que ocupava o topo desde outubro de 2024, somando 107 semanas na liderança, tendo a décima maior sequência da história do ranking.
A atualização será oficializada na segunda-feira (14), após o fim do US Open, mas a matemática já está fechada: mesmo que não conquiste o título em Nova York, Rybakina assume o posto, já que os pontos acumulados garantem a diferença necessária sobre a bielorrussa.
Veja lances de Elena Rybakina na temporada 2026
Worthy of No.1 👏
Sit back and enjoy some of Elena Rybakina’s best points from 2026 so far! pic.twitter.com/2WPNl6Y2Kb
— wta (@WTA) September 9, 2026
Cazaque tem carreira marcada por dois títulos de Grand Slam
Nascida em Moscou, na Rússia, em 17 de junho de 1999, Rybakina decidiu representar o Cazaquistão a partir de 2018, em busca de mais apoio para sua carreira. Com a decisão, ela se transformou na tenista mais bem-sucedida da história do país, no masculino ou no feminino.
Com 1,84 m de altura, ela é reconhecida por um saque potente, que já registrou velocidades de até 192 km/h, e por um estilo agressivo desde o fundo de quadra, aliado a uma mentalidade fria sob pressão.
Seu primeiro grande título veio em 2022, quando conquistou Wimbledon aos 23 anos, batendo a tunisiana Ons Jabeur na final e se tornando a primeira tenista do Cazaquistão a vencer um Grand Slam.
O segundo troféu de Slam chegou neste ano de 2026, no Australian Open, com vitória sobre a própria Sabalenka na decisão, resultado que ajudou a construir a escalada até o topo do ranking.
Sequência de resultados fortes desde o fim de 2025
A ascensão ao número 1 é fruto de um período de 12 meses de resultados consistentes. Rybakina encerrou 2025 com o título invicto no WTA Finals, em Riad, faturando US$ 5,235 milhões, a maior premiação já paga no esporte feminino.
Na sequência, veio o título do Australian Open em 2026, além de conquistas como o WTA 500 de Stuttgart e boas campanhas em torneios de nível 1000, incluindo vice-campeonatos em Indian Wells e Toronto e semifinal em Miami.
Na chegada ao topo do ranking, aos 27 anos e 89 dias, Rybakina se torna a segunda tenista mais velha a assumir a posição de número 1 pela primeira vez na história, atrás apenas da alemã Angelique Kerber, que tinha 28 anos e 238 dias quando alcançou o feito, em 2016.
“É difícil encontrar palavras”, diz Rybakina após confirmação
Discreta mesmo em seus maiores momentos de carreira, Rybakina reagiu com a cautela de sempre à notícia. “É difícil encontrar palavras”, disse ela em quadra, logo após confirmar a matemática que a leva ao topo do ranking.
“Não comecei tão bem [a partida]”, completou a tenista, mais focada em descrever a evolução dentro da quadra do que em comemorar o marco histórico alcançado com a vitória sobre Zheng.
Agora, Rybakina tentará unir o feito no ranking a mais um título de Grand Slam. Com a vitória de Coco Gauff sobre Mirra Andreeva, a cazaque terá pela frente a americana na semifinal, marcada para a noite desta quinta-feira (10).