O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) foi alvo, nesta segunda-feira (14), da terceira fase da Operação Transparência, deflagrada pela PF (Polícia Federal) para apurar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares e suposto tráfico de influência.
A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), ocorre em meio à crise na Suprema Corte. Madureira é próximo do ministro André Mendonça e em 2025, o parlamentar teria atuado como intermediador de um encontro entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Cezinha de Madureira exerce seu segundo mandato como deputado federal, cargo ao qual foi eleito pelo PSD (Partido Social Democrático) em 2018 e novamente em 2022.
Além de radialista, o parlamentar é pastor da Assembleia de Deus — Ministério de Madureira, em São Paulo, sendo um dos principais nomes da bancada evangélica na Câmara.
O parlamentar já exerceu mandato como deputado estadual por São Paulo, também pelo PSD, tendo sido eleito em 2014.
Recentemente, Cezinha de Madureira se aproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma cadeira no STF, movimento que foi rejeitado pelo Senado.
Na investigação desta segunda, Cezinha é suspeito em um suposto esquema de venda de influência perante tribunais superiores, onde o parlamentar utilizaria seu cargo para interceder em processos judiciais em troca de pagamentos.
A CNN Brasil procurou o deputado Cezinha de Madureira e a defesa de Valéria Linhares sobre a operação desta segunda-feira e aguarda resposta. O espaço segue aberto para manifestação de ambos.