O Pará conta com cerca de 6,3 milhões de eleitores que irão escolher dois nomes entre 13 candidatos para as vagas no Senado Federal destinadas ao estado. As eleições deste ano renovarão dois terços da Câmara Alta, o que representa 54 dos 81 postos. Um desses nomes é o de Celso Sabino, candidato pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista). Italo Máccola e Nei Teixeira, ambos do PDT, são suplentes do cargo
Natural de Belém, Celso Sabino de Oliveira tem 48 anos, é administrador e advogado de formação e é atualmente deputado federal.
Apesar de ter sido filiado ao PP (Progressistas) entre 2001 e 2009, só concorreu a um cargo público em 2010 pelo então PR (Partido da República), atualmente PL (Partido Liberal), quando foi eleito como deputado estadual suplente e assumiu a titularidade da Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda, ocupando a posição entre 2012 e 2013.
Ainda em 2013, filiou-se ao PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e elegeu-se deputado estadual nas eleições de 2014. No pleito seguinte, em 2018, foi eleito pela primeira vez deputado federal.
Em 2021, Sabino deixou o PSDB e se filiou ao PSL (Partido Social Liberal), que, ao se fundir com o DEM (Democratas), virou o atual União Brasil. Pela nova sigla, foi reeleito deputado federal, mas se licenciou do posto para ocupar o Ministério do Turismo no atual governo Lula (PT).
Durante o período à frente da pasta, o político atuou junto a outros ministros do governo na COP 30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), realizada em Belém, capital do Pará, em novembro de 2025.
Por conta do desalinhamento entre o União Brasil e o presidente Lula, em dezembro de 2025, Sabino foi expulso da sigla sob a acusação de infidelidade partidária, após a recusa de sair do Ministério do Turismo.
Com isso, o ex-ministro ficou sem partido e se filiou ao PDT neste ano, com o lançamento oficial da candidatura ao Senado em julho.
O candidato declarou ao TSE ter R$ 7.356.806,89 em bens divididos entre imóveis, automóveis, aplicações e investimentos.
*Sob supervisão de João Ker