O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto que concede alívio de dívidas a novos recrutas e às famílias deles, para se alistarem na guerra contra a Ucrânia, informou o governo russo na noite de segunda-feira (25), ampliando as ferramentas de apoio enquanto Moscou busca fortalecer seu Exército no conflito que já dura mais de quatro anos.
Pessoas que assinaram contrato com o Ministério da Defesa russo a partir de 1º de maio e/ou seus cônjuges estão isentas de dívidas de até 10 milhões de rublos (R$ 704.897) caso já existisse uma ação judicial para a cobrança dessas dívidas antes dessa data, segundo o decreto publicado no site do Kremlin.
O governo russo afirmou que o contrato para participar da “operação militar especial” — como a Rússia chama a invasão e ocupação da Ucrânia em fevereiro de 2022 — deve ter duração mínima de um ano.
O valor da isenção fiscal é equivalente ao preço de um apartamento estúdio de 35 metros quadrados em Moscou, segundo um banco de dados imobiliário.
A lei amplia uma série de medidas de apoio aos combatentes russos na guerra, desde grandes pagamentos até admissão preferencial em instituições de ensino superior, enquanto o Kremlin busca reforçar suas forças em um momento em que as negociações de paz lideradas pelos Estados Unidos estão paralisadas.
Cada lado acusa o outro de buscar a escalada do conflito, e a Ucrânia planeja enviar reforços para suas regiões do norte para conter o que considera planos russos para uma nova ofensiva.
Na segunda-feira (25), Putin também assinou um decreto que estende indefinidamente o direito de aluguel de terras estatais para aqueles que lutam na Ucrânia, segundo o Kremlin.
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.