As Polícias Civil e Militar de Santa Catarina seguem em busca de informações que levem ao paradeiro de Vinicius Valente Silva, de 30 anos. O desaparecimento do bancário paulista, em Florianópolis (SC), completa 26 dias nesta terça-feira (1º), ainda sem respostas.
Vinicius foi visto pela última vez em um hostel, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. A proprietária informou a familiares que ele esteve hospedado entre os dias 5 e 6 de agosto. Ainda de acordo com o depoimento, Vinicius pagou mais uma diária, referente ao período de 6 para 7 de agosto, mas não retornou ao local.
Ainda conforme o relato, registrado no boletim de ocorrência, o bancário deixou o hostel por volta das 17h do dia 6 de agosto, levando consigo apenas uma mochila contendo seus pertences.
Segundo a proprietária, ele estaria aparentemente alterado no momento da saída. A polícia ainda busca informações sobre o destino e o meio de transporte utilizado por Vinicius.
Amigos e familiares de Vinicius afirmam que ele deveria ter retornado a São Paulo no domingo seguinte, porém esse deslocamento não foi confirmado. Ele não responde às mensagens ou ligações desde o dia 6 de agosto. As chamadas realizadas para seu telefone estão sendo direcionadas à caixa postal.
Conforme informado por uma amiga à polícia, Vinicius possui histórico de depressão e transtorno bipolar. Em função disso, foram realizadas buscas por seu paradeiro em hospitais ou unidades do SUS em Santa Catarina e São Paulo. Até o momento, não foram encontrados registros de prisão ou atendimento em unidades de saúde.
Vinicius é natural do Guarujá, no litoral paulista, e mora na cidade de São Paulo há cerca de dez anos. Seus pais são falecidos.
Por esse motivo, amigos tomaram a iniciativa de acompanhar o caso e realizar as buscas. Eles criaram uma página chamada “Onde está Vinicius Valente”, no Instagram, para divulgar e receber informações que possam auxiliar nas investigações.
Para o major Rodrigo Baccin, coordenador do SOS Desaparecidos da Polícia Militar de Santa Catarina, o caso é delicado. A foto e os dados de Vinicius já foram incluídos no banco de dados de desaparecidos do estado catarinense.
Familiares e amigos pedem quebra de sigilo
A ausência de informações sobre o destino de Vinicius após a saída do hostel, no dia 6 de agosto, faz com que familiares e amigos questionem o fato de as autoridades ainda não terem solicitado a quebra do sigilo dos dados telefônicos e bancários do paulistano.
José Antônio Capozzi, amigo de Vinicius, abriu um ofício na Ouvidoria do Ministério Público catarinense, no dia 20 de agosto, no qual solicita que o MP verifique as providências que foram tomadas pela investigação. “A indignação e a angústia são muito fortes. A gente foi até o Ministério Público de Florianópolis e até agora nada”, afirmou.
A CNN Brasil questionou a Polícia Civil de Santa Catarina e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo sobre as investigações e aguarda retorno.
A PC enviou uma nota:
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD), mantém diligências contínuas para a localização do bancário, de 30 anos, visto pela última vez no dia 6 de agosto, na região da Lagoa da Conceição, em Florianópolis.
O registro inicial do desaparecimento foi efetuado no Estado de São Paulo por familiares. Dentre as medidas adotadas, a PCSC realizou a difusão do caso em âmbito estadual e nacional, além da inclusão dos dados biométricos faciais da pessoa desaparecida nos sistemas de monitoramento da Grande Florianópolis, com compartilhamento direto de dados com a Polícia Militar e Guardas Municipais da região.
A DPPD atua em estreita cooperação e troca constante de informações com a Polícia Civil do Estado de São Paulo. Até o momento, os levantamentos e cruzamentos de dados não apontaram novas movimentações sobre o paradeiro.
As investigações prosseguem e a Polícia Civil ressalta que informações que auxiliem na localização podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia (181) ou diretamente às equipes da DPPD.