Petróleo sobe mais de 3% e atinge maior preço desde maio após ataque a aeroporto na Arábia Saudita

(FOLHAPRESS) – O preço do petróleo chegou a subir mais de 3% na manhã desta quinta-feira (22) e renovou o maior valor desde 5 de maio. O temor dos negociadores aumentou com os ataques ao aeroporto de Dammam, no leste da Arábia Saudita, que deixaram dois mortos e oito feridos, segundo autoridades do país.

O barril do Brent, referência mundial, alcançou US$ 112,67 (R$ 566,41), com alta de 3,54%, por volta das 5h45 (horário de Brasília). Depois disso, a cotação recuou para US$ 111,94 (R$ 562,74), valorização de 2,87%, por volta das 8h50.

No mesmo horário, o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, era negociado a US$ 99,58 (R$ 500,61), alta de 2,5%. Com a valorização desta quinta-feira, o Brent atingiu sua maior cotação desde 5 de maio, quando alcançou US$ 114,44.

A preocupação com o fornecimento da commodity aumentou nesta quinta-feira, após novos ataques à Arábia Saudita. A autoridade de aviação civil do país informou que os bombardeios ao aeroporto de Dammam deixaram dois mortos e que as operações já foram retomadas.

Nenhum grupo assumiu a autoria das ofensivas. Há dez dias, o aeroporto de Riad também foi atingido por mísseis disparados pelos houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, que prometeu atacar alvos da infraestrutura do país.

Um bloqueio marítimo imposto pelos houthis no Mar Vermelho ameaça os embarques de petróleo da Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo bruto do mundo. A rota era uma alternativa ao estreito de Hormuz, por onde passavam 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra e que está bloqueado desde 28 de fevereiro, quando começou o conflito no Oriente Médio.

O agravamento do confronto em território saudita levou a petrolífera Saudi Aramco a orientar seus funcionários a deixarem a sede da empresa, em Dhahran, e a trabalharem remotamente, disseram seis pessoas com conhecimento do assunto à agência de notícias Reuters.

A Aramco não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A medida marcou a primeira vez que a gigante do petróleo pediu aos funcionários que deixassem sua sede desde o início da guerra com o Irã. Os houthis causaram grandes danos ao prédio no início deste mês, após um ataque que provocou um incêndio que se espalhou por vários andares.

As instalações abrigam um centro de operações que ajuda a maior companhia petrolífera do mundo a supervisionar plataformas de petróleo terrestres e marítimas, refinarias, terminais de exportação e milhares de quilômetros de oleodutos.

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