Padre excomungado do DF deflagra embate entre esferas da Igreja Católica

O Padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, atuante no Distrito Federal, está no centro de um embate que mobiliza diversas instâncias da Igreja Católica, desde a esfera local até a cúpula do Vaticano.

O conflito se deu após o sacerdote aderir a FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X), um grupo tradicionalista e considerado ultraconservador.

Quem é o padre de Brasília que foi excomungado pelo Vaticano

Vaticano pune

O Dicastério para a Doutrina da Fé, órgão da Santa Sé responsável por proteger o ensinamento católico, confirmou a situação de cisma e excomunhão do padre.

O Vaticano baseou sua decisão nas ordenações episcopais ilegais realizadas pela FSSPX em julho de 2026, sem mandato pontifício e contra a vontade expressa do Papa Leão XIV.

A Santa Sé declarou que os sacramentos de confissão e matrimônio administrados pelo grupo são agora considerados nulos e inválidos.

Arquidiocese e CNBB referendam

Localmente, o Cardeal Paulo Cezar Costa, Arcebispo Metropolitano de Brasília, emitiu uma Nota Pastoral oficializando a situação de excomunhão do Padre Françoá.

A Arquidiocese esclareceu aos fiéis que os atos ministeriais do sacerdote são ilícitos e que as atividades devem ser terminantemente evitadas devido ao risco de “gradual aderência ao mesmo cisma”.

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também orientou os católicos a evitarem as celebrações do grupo para preservar a comunhão eclesial.

Capela e padre ignoram

Padre Françoá deflagrou o confronto direto ao ignorar e contestar publicamente as decisões do Vaticano e da Arquidiocese. Em pronunciamentos e vídeos nas redes sociais, ele sustenta que deve continuar exercendo suas atividades.

Ele classifica a excomunhão como “inválida e nula”, alegando agir sob um estado de “grave necessidade” para preservar a tradição católica contra o que chama de “erros modernistas”.

A Capela Santo Atanásio, localizada em Ceilândia (DF), também anunciou oficialmente que manterá suas atividades normais e que o sacerdote continuará celebrando missas.

A nota da capela reforça que a atitude não é de “rebeldia”, mas de “guardar a Fé Católica” diante do que classificam como erros modernos que invadiram a Igreja.

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