Ouro fecha em alta com dados de inflaçãonos EUA e perspectivas para Fed

Ouro fecha em alta com perspectivas para Fed e dados de inflação nos EUAO contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta segunda-feira (10) com investidores observando as perspectivas para os próximos passos do Fed (Federal Reserve).

O tema se sobrepôs à alta renovada do petróleo na sessão, em mais um dia no qual a notícias sobre a navegação no Estreito de Ormuz impulsionaram os preços da commodity, assim como as pressões inflacionárias.

Na semana, dados de inflação dos Estados Unidos serão destaque.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,45%, a US$ 4.419,7 por onça-troy. A prata para setembro subiu 2,8%, a US$ 65,272 por onça-troy.

O ouro está conseguindo se recuperar após cair brevemente abaixo da marca de US$ 4 mil por onça-troy. Por sua vez, o metal permanece bem distante das máximas históricas registradas no final de janeiro, quando o contrato contínuo atingiu um novo recorde de US$ 5.354,80.

“A alta foi impulsionada por dados econômicos mais fracos dos EUA – que reduziram o risco de aumentos de juros no curto prazo -, preocupações crescentes com a dívida fiscal americana, um dólar mais fraco e a demanda contínua por parte de bancos centrais e investidores asiáticos”, afirmam analistas do Saxo Bank.

Após o principal relatório de empregos dos EUA, o payroll, de sexta-feira (7) provocar queda nos rendimentos dos Treasuries e desencadear esperanças de um Fed mais “dovish”, a atenção desta semana passa para o CPI (índice de preços ao consumidor) de julho, que pode ser decisivo para a decisão de juros do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) de setembro. Além disso, serão divulgados os dados do PPI (inflação ao produtor).

Segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group, o mercado está dividido entre uma alta de juros (45,9% de probabilidade) e manutenção (54,1% de chance estimada) para o próximo mês.

O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, ainda destacou mais cedo que, se fosse dirigente do banco central americano agora, manteria as taxas de juros inalteradas ou as reduziria, justificando a força da economia e queda dos preços.

*Com informações Dow Jones Newswires.

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