A oposição no Senado Federal quer empurrar a votação a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6×1 para depois do segundo turno. A mobilização ocorre após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ter sinalizado que a pauta pode ser colocada em votação na semana que vem em primeiro turno.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse nesta quarta-feira (7) que “não faz bem ao país” votar a PEC em meio ao processo eleitoral.
“Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, disse Rogério Marinho a jornalistas.
Ele, no entanto, não disse qual a estratégia a oposição usará para isso. Marinho afirmou que essa é uma “medida desesperada” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar a reeleição.
“Nós achamos que a discussão agora é oportunista, não nos negamos a discutir jornada, esse ou outro qualquer outro assunto. Agora, o presidente Lula está desesperado para encontrar alguma forma para se reconectar com o eleitorado”, disse.
A decisão de pautar ou não a PEC é do presidente da Casa. A proposta está parada desde maio no Senado e Alcolumbre evitou discutir o texto para não “contaminar” as eleições. Ao longo dos últimos meses, o governo tentou convencer o senador a pautar o texto, mas não teve resultado.
As conversas só avançaram em um almoço realizado entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) no final de agosto. Eles definiram a agenda de votações da semana de esforço concentrado e a PEC estava entre elas.
A única definição, naquele momento, foi a aprovação do texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).