Onde investir o bônus da Faria Lima?

Julho marca um dos períodos mais aguardados pelos profissionais do mercado financeiro: o pagamento dos bônus de desempenho. Com uma renda extra em mãos, surge também a dúvida de como alocar os recursos em um cenário marcado por juros altos e ativos próximos de máximas históricas.

A decisão deve levar em conta o momento econômico e as oportunidades que podem surgir ao longo do segundo semestre.

Na visão de Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, este não é o momento de ampliar exposição aos mercados de renda variável. Para ele, o cenário exige cautela e manutenção de liquidez. 

“Não colocaria agora em bolsa americana, porque acho que ela está muito esticada e muito cara. Também não colocaria em bolsa brasileira, que está perto de topos históricos e estamos em ano de eleição, um período que costuma trazer volatilidade para muitas empresas”, afirma.

Como alternativa, o apresentador defende uma carteira mais defensiva, priorizando ativos de baixo risco. Segundo ele, “quem tem caixa nesse momento é rei” e deve continuar nessa posição nos próximos meses.

“Eu concentraria uma parcela importante em ativos de liquidez diária, como o Tesouro Selic e o Tesouro Reserva. Também manteria uma pequena parcela em títulos atrelados ao IPCA e em bitcoin e outras criptomoedas, mas com cautela, porque a inflação nos Estados Unidos, a alta do petróleo e as tensões no Oriente Médio ainda podem provocar uma correção nos mercados”, afirma.

Thiago Godoy, educador financeiro, destaca que não existe uma estratégia única. Segundo ele, a alocação depende da composição atual da carteira e dos objetivos de cada investidor.

“É sempre importante reservar uma parte para liquidez, seja em Tesouro Selic ou em um CDB com liquidez diária. Mas eu também diversificaria em dólar. É um bom momento para investir lá fora, pensando nos próximos cinco ou dez anos”, explica. 

Além da reserva de liquidez, Marilia Fontes, economista e sócia-fundadora da Nord Investimentos, afirma que os fundos imobiliários de tijolo também são uma alternativa em períodos de inflação.

“Gosto muito dos FIIs, principalmente dos fundos de tijolo, porque você tem um imóvel como lastro da operação. Diferentemente do crédito privado, em que, se a empresa não pagar, você pode perder tudo, nos fundos imobiliários ainda existe um imóvel que serve de lastro para aquele investimento”, explica.

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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