O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kássio Nunes Marques, afirmou nesta sexta-feira (4) que a Justiça não possui “preferência por candidaturas”. A fala ocorreu em evento da Corte que concluiu a lacração dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas Eleições de 2026.
“A Justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia, nossa missão é cumprir a Constituição e o nosso dever é garantir a vontade soberana do povo brasileiro”, disse Nunes Marques.
No discurso, o ministro também afirmou que “confiança se constrói com compromissos coletivos”.
A declaração ocorre em meio a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) após o ministro o André Mendonça quebrar o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que mostra as trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.
Em retaliação, Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar o Mendonça de crimes e pedir ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de um processo contra o colega.
Pouco depois, Fachin deu um prazo de cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se posicionem sobre o caso.
O presidente da Corte também determinou nesta sexta que as apurações sobre o ministro André Mendonça, pedidas por Alexandre de Moraes, saiam do inquérito das fake news e sejam incluídas em outro procedimento aberto pelo próprio Fachin.
Como a CNN mostrou, o voto de Nunes Maques sobre a abertura de investigação contra Moraes é visto como uma incógnita nos cálculos de Mendonça.
A decisão sobre a realização de um julgamento contra Moraes ainda não foi tomada por Fachin, mas Mendonça, que solicitou a análise do caso, já faz contas sobre como ficaria o placar do tema no plenário.