Netanyahu coloca Irã como prioridade em encontro com Trump em Washington

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embarca para Washington para seu sétimo encontro com Donald Trump desde que o presidente americano retornou à Casa Branca. A visita ocorre em um momento de pausa nos ataques entre os Estados Unidos e o Irã. Netanyahu sinalizou que o Irã será a prioridade da agenda.

De acordo com o editor de Internacional Diego Pavão, a viagem acontece em momento oportuno para os israelenses.

“Os Estados Unidos estão em uma pausa estratégica em relação aos ataques, e Netanyahu vai aos EUA para relembrar Trump de que a opção militar não pode ficar totalmente de lado”, afirmou Pavão durante o Bastidores CNN desta segunda-feira (27).

Israel, historicamente, demonstra ceticismo em relação à capacidade do Irã de cumprir acordos firmados em negociações. Segundo Pavão, Netanyahu também deve expressar insatisfação com o acordo provisório firmado em junho entre Washington e Teerã.

“O acordo não favoreceu em nada os israelenses, já que ele não fala do corte de financiamento de grupos que o Irã apoia na região, como o Hamas e o Hezbollah, que são de oposição aos israelenses”, destacou o jornalista.

O encontro, portanto, serve também como uma oportunidade para o líder israelense pressionar Trump a reconsiderar os termos do entendimento.

Irã nega negociações em curso

Apesar da pausa nos ataques, após quase duas semanas, o próprio Irã declarou que não há negociações acontecendo neste momento.

“O Irã usa essa narrativa para capitalizar, dizendo que os Estados Unidos estão em uma fadiga em relação à tomada de decisão”, disse Pavão.

A versão oficial americana, por sua vez, sustenta que a pausa visa abrir mais espaço para que os iranianos considerem retomar as negociações.

Preocupações internas nos EUA

A CNN apurou que, em uma reunião na Casa Branca na última sexta-feira (24), com lideranças do governo americano, foram levantadas preocupações sobre a escalada do conflito.

Duas figuras manifestaram preocupações: o vice-presidente J.D. Vance, que nunca se mostrou entusiasmado com a guerra, e o general e chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine.

A apuração da CNN aponta que Caine tem uma preocupação crescente com o esgotamento do estoque de munições após cinco meses de conflito marcados por ataques numerosos e intensos.

“A verdade é que essas munições não podem ser repostas na mesma velocidade com que elas são gastas neste conflito. Isso agora seria uma preocupação para os americanos”, destacou Pavão.

Publicamente, no entanto, os americanos não admitem essa limitação. O próprio Trump afirmou ter munição suficiente para continuar a guerra, embora as informações sobre a sustentabilidade do conflito sigam desencontradas.

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *