Não há nada a ser abafado sobre Flávio e Master, aponta Rogério Marinho

Em entrevista ao Bastidores CNN, Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu o parlamentar diante das repercussões geradas pelos áudios que revelaram uma relação privada entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo Marinho, o pré-candidato agiu com transparência ao se retratar imediatamente após o assunto vir a público.

“Não há nada para ser abafado”, afirmou Marinho.

Ele acrescentou que “brevemente haverá uma prestação de contas a respeito dessa ação entre entes privados, sem atos de ofício, sem contrapartida”.

Críticas ao governo Lula

Marinho aproveitou o tema para citar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que Lula teria mantido reuniões privadas fora da agenda oficial no Palácio do Planalto com o próprio Daniel Vorcaro.

“Ao contrário do Lula, que teve reuniões privadas fora da agenda no Palácio do Planalto com o Daniel Vorcaro, várias reuniões em que a pauta que foi publicizada pelos senhores da imprensa foi a orientação dada pelo Lula para que o banqueiro não vendesse o seu banco”, declarou.

Para Marinho, essa conduta configuraria “advocacia administrativa” e “interferência de um poder na relação privada entre membros da nossa sociedade”.

Marinho também criticou duramente Guido Mantega, descrito como ex-ministro da Fazenda de governos do PT, que teria atuado como mediador nessa relação e sido contratado por um R$ 1 milhão por mês.

“Se quebrou o Brasil, certamente deve ter contribuído para quebrar o Banco Master”, afirmou.

Viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos

Sobre a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e o encontro com o presidente americano, Donald Trump, Marinho negou qualquer tentativa de usar o evento para encobrir o episódio envolvendo Vorcaro.

Segundo ele, o convite da Casa Branca havia sido feito uma semana antes do encontro se realizar.

“Não há nenhuma tentativa de se sobrepor uma ação em cima da outra”, declarou.

Marinho ressaltou que Flávio vem estabelecendo relações com partidos e governos de afinidade ideológica em diversas regiões do mundo, incluindo Ásia, Europa e América do Norte.

“Quem pretende governar um país do tamanho, da complexidade, da importância que tem o Brasil, é evidente que tem que estabelecer esses vínculos”, disse.

Segurança pública e críticas ao PT

Marinho afirmou que, durante o encontro com Trump, foram expostas preocupações com a segurança pública no Brasil.

Ele alegou que quase um quarto da população brasileira vive em territórios dominados por facções criminosas e criticou o que chamou de “inversão de valores” no tratamento dado pelo governo ao tema.

“Para nós, vivermos num país em que o presidente da República afirma que roubar um celular não é motivo para a pessoa ser presa é algo extremamente preocupante”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026, Marinho afirmou que tal interferência já teria ocorrido em 2022.

Ele alegou que recursos da USAID foram investidos em ONGs para “desqualificar o governo do presidente Bolsonaro” e que houve busca por apoio estrangeiro para influenciar o pleito.

“Nós repudiamos qualquer interferência, como a que aconteceu em 2022”, declarou, defendendo “isenção e paridade de armas” para as próximas eleições.

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