MP do Paraguai indicia e pede prisão preventiva de Peña e ex-chefe do BC

O Ministério Público do Paraguai indiciou neste sábado (7) Santiago Peña, ex-presidente do país que sofreu impeachment, e Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central paraguaio. A promotoria também pediu prisão preventiva para ambos.

A denúncia está relacionada a supostas irregularidades na alocação de recursos públicos e previdenciários no Ueno Bank, bem como aos mecanismos de supervisão e controle da instituição bancária e ao suposto fornecimento de informações incompletas ou alteradas sobre aspectos vinculados a tais funções.

“A Santiago Peña Palacios é atribuída a suposta prática de lesão de confiança, na qualidade de instigador, e administração em proveito próprio, na qualidade de autor”, destaca o Ministério Público.

“Por sua vez, Carlos Dagoberto Carvallo Spalding foi acusado pela suposta prática de lesão de confiança, produção de documentos públicos com conteúdo falso e administração em proveito próprio, na qualidade de autor”, adicionaram.

O Senado do Paraguai aprovou o impeachment de Santiago Peña na sexta-feira (6), mesmo após o mandatário anunciar que renunciaria ao cargo.

Peña havia dito que deixaria a Presidência na quinta-feira (5), em meio a uma crise gerada pelo fechamento do banco Ueno, que afetou milhões de pessoas no país.

A renúncia precisava ser aprovada pelo Congresso, que chegou a iniciar uma sessão para debater o assunto, mas suspendeu os trabalhos por falta de quórum após parlamentares governistas abandonarem o plenário.

Parlamentares da oposição explicaram que eram contra a renúncia para evitar que Peña tenha foro privilegiado. Presidentes que deixam o cargo no Paraguai — seja por renúncia ou fim de mandato — são considerados “senadores vitalícios” e conseguem o benefício perante a Justiça.

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *