Mover e Move Brasil: entenda as diferenças entre os programas federais

A similaridade nos nomes e a temática central do incentivo à indústria automotiva nacional geram confusão ao se falar sobre o Programa Mover e o Move Brasil. Embora ambos façam parte da agenda de descarbonização do país e contem com incentivo do Governo Federal, os programas possuem naturezas, públicos-alvo e formas de incentivo completamente diferentes.

A confusão surge primeiramente pela semelhança fonética dos nomes “Move” e “Mover”, mas também porque ambos os programas incentivam a indústria automotiva. Confira abaixo as diferenças específicas entre os programas para nunca mais se confundir na roda de conversa.

O que é o Mover?

O Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) é a política industrial do Governo Federal voltada especificamente para o setor automotivo e sua cadeia de suprimentos. Instituído para dar continuidade e expandir as diretrizes da meta Rota 2030, o Mover foi transformado em lei (14.902/2024) com foco na descarbonização, na eficiência energética e no desenvolvimento tecnológico da frota nacional.

  • Quem é diretamente incentivado: montadoras de veículos (de passeio, comerciais e pesados), fabricantes de autopeças e centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

  • Forma de incentivo: fiscal e tributária. O governo concede créditos financeiros federais para empresas que investem em inovação e produção local no Brasil. Além disso, utiliza alíquotas diferenciadas de IPI (o chamado “IPI Verde”) e regras de Imposto de Importação para favorecer veículos e componentes de menor emissão de carbono.

  • Foco principal: estimular a produção de veículos mais limpos (híbridos, elétricos, flex e a biocombustíveis) e atrair investimentos industriais para o país.

O que é o Move Brasil?

O Move Brasil é uma iniciativa voltada para a infraestrutura de transporte público e frotas urbanas. Ao contrário do Mover, que atende à indústria que fabrica os carros, o Move Brasil foca diretamente nos motoristas e operadores de transporte que compram e operam frotas de passageiros.

  • Quem é diretamente incentivado: operadores de frotas urbanas, motoristas de aplicativo, motociclistas de delivery e transportadoras.

  • Forma de incentivo: creditícia e investimento público. O governo atua por meio de linhas de financiamento facilitadas (com taxas subsidiadas via BNDES) e repasses diretos do orçamento federal para aquisição de automóveis, motocicletas e comerciais pesados.

  • Foco principal: modernizar a frota de serviços urbana.

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