Morte em rope jump: polícia busca por câmera que estava com mulher

A polícia investiga o paradeiro de uma câmera do modelo GoPro que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no momento em que ela foi arremessada da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), durante um salto de rope jump. A jovem morreu após cair de uma altura estimada entre 30 e 40 metros sem estar presa às cordas de segurança.

Durante a audiência de custódia realizada no último domingo (14), o representante do MPSP (Ministério Público de São Paulo), Enrico Paisani, afirmou que Maria Eduarda segurava a câmera no momento em que foi arremessada da ponte.

O equipamento, no entanto, desapareceu após o acidente, e os investigadores acreditam que as imagens registradas por ele podem ser fundamentais para esclarecer o que ocorreu durante o salto.

Testemunha relata retirada da câmera do corpo da vítima

Uma testemunha presente no local afirmou ter visto funcionários da empresa responsável pelo salto retirando a câmera do corpo de Maria Eduarda. O evento atraía um número considerável de pessoas, e já existem vídeos obtidos por terceiros que mostram o momento em que a jovem é arremessada da ponte.

Segundo esses registros, o procedimento de segurança exigido — que incluía a colocação de uma corda no peitoral da vítima e dupla checagem pelos operadores — não foi realizado.

Prisão preventiva dos três funcionários é mantida

Três funcionários da empresa foram presos em flagrante após o ocorrido. Durante a audiência de custódia, o juiz Paulo Henrique Stahlberg constatou que a prisão em flagrante está em  ordem e converteu o flagrante em prisão preventiva.

Conforme revelado em interrogatórios, o procedimento padrão para o salto exigia a colocação de uma corda de segurança no peitoral da praticante antes do arremesso, seguida de dupla checagem dos operadores — etapas que não foram cumpridas no caso de Maria Eduarda.

Instrutor classifica morte como “fatalidade”

A CNN teve acesso aos vídeos dos depoimentos dos presos. Em um dos relatos, um dos instrutores afirmou não se recordar se a responsabilidade pela colocação da corda era dele ou de outro colega.

“Cara, eu acho que foi realmente uma fatalidade que aconteceu. Ninguém sai de casa para cometer um negócio desse”, disse o instrutor durante o depoimento.

As investigações prosseguem e, com a localização da câmera GoPro, os investigadores esperam que as imagens gravadas pelo equipamento ampliem a compreensão sobre o que foi negligenciado durante o salto.

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