A Justiça de Minas Gerais determinou que a médica Claudia Soares Alves, suspeita de ser a mandante da morte da farmacêutica Renata Bocatto Derani, vá a júri popular. Renata foi morta a tiros em novembro de 2020, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A decisão também ainda determinou que o homem suspeito de ser o executor do crime também seja julgado pelo Tribunal do Júri.
Segundo as investigações, Cláudia teria mandado matar Renata com o objetivo de ficar com a filha da vítima, que era fruto de um relacionamento entre Renata com o ex-marido de Cláudia.
O crime aconteceu em novembro de 2020 e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens revelaram que Renata estava na porta da farmácia onde trabalhava quando foi abordada por um homem armado que atirou diversas vezes contra ela. A vítima morreu no local.
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As investigações revelaram que o casamento entre Cláudia e o ex-marido de Renata durou apenas dois meses. Para os policiais, ele contou que decidiu se separar ao perceber que a médica apresentava comportamento obsessivos pela filha que ele tinha com Renata, demonstrando um desejo de assumir a maternidade da criança.
Após a separação, Cláudia teria planejado o assassinato da farmacêutica para ficar com a criança.
Histórico criminal
Quatro anos após o crime, em 2024, Cláudia se envolveu em outro caso com indiciamento após sequestrar um recém-nascido em uma maternidade também na cidade de Uberlândia (MG).
Na ocasião, ela teria se passado por médica pediatra e entrou no quarto onde o bebê estava e o levou do quarto da mãe. Em seguida, ela foi a um banheiro, colocou a criança em uma mochila e saiu do hospital.
A criança foi devolvida à família no mesmo dia e a mulher foi localizada, presa em flagrante e indiciada por falsidade ideológica e tráfico de pessoas. Na época, a defesa da suspeita alegava “surto psicótico”.
Segundo os investigadores, a médica não demonstrava remorso e apresentava comportamento obsessivo em relação à maternidade.