O Rio Grande do Sul contabiliza 1.099 pessoas fora de casa em decorrência das fortes chuvas que atingem o estado desde a última terça-feira (21). De acordo com a Defesa Civil, 728 pessoas estão desabrigadas e outras 371 estão desalojadas.
Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil, esta quinta-feira (23) será marcada por nebulosidade em grande parte do estado. O mar permanece agitado, enquanto as temperaturas mínimas variam entre 7°C e 16°C. Já as máximas devem oscilar entre 9°C e 19°C.
A Defesa Civil informou ainda que, diante da rápida evolução da gravidade das previsões meteorológicas ao longo da semana, foi determinada a intensificação das medidas de monitoramento e resposta, com o objetivo de ampliar a capacidade de acompanhamento da população e reforçar a divulgação dos prognósticos sobre os eventos meteorológicos.
Situação no Rio Taquari
Parte do município de Lajeado, no Rio Grande do Sul, teve as ruas alagadas após o Rio Taquari atingir sua capacidade máxima de inundação, com mais de 23,87 metros, nesta quarta-feira (22).
Desde o início da manhã, registros apontam que o nível do rio subiu mais de dois metros. No final da noite, a prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, tranquilizou a população: “A última medição foi de 24 metros e 60 centímetros, dentro da cota de atenção que a gente trabalhou durante todo o dia, que foi de 25 metros”, disse.
Segundo Schumacher, as equipes agora devem trabalhar para garantir abrigo à população mais afetada. No município, há cerca de 150 famílias prejudicadas, com 500 pessoas abrigadas no Parque do Imigrante.

Previsões para quinta-feira (23)
De acordo com o Centro de Monitoramento da Defesa Civil estadual, na quinta-feira (23) há condição para nebulosidade em grande parte do Estado, com chuva fraca na metade leste.
Para as próximas 24 horas, não há previsão de chuvas com altos volumes. Ainda devem ser observados níveis elevados em arroios e pequenos rios. Já os rios maiores também devem seguir em níveis elevados.
Recomendações da Defesa Civil do Estado
- Busque abrigo ou permaneça em locais de segurança até cessarem as fontes de risco;
- Se possível, compartilhe informações com moradores próximos;
- Obedeça às orientações do Plano de Contingência da sua cidade e as informações locais sobre como agir;
- Mantenha-se informado sobre a evolução do evento, inclusive a noite;
- Não retorne para as áreas que foram evacuadas até que os órgãos oficiais informem que o local é seguro;
- precisar sair rapidamente, garanta a segurança dos animais domésticos levando-os consigo ou deixando-os soltos de guias, coleiras e gaiolas
Situação crítica no Rio Grande do Sul
A terça-feira (21), foi marcada por tempestade em quase todo o Rio Grande do Sul. As áreas mais afetadas foram as regiões Central, Fronteira Oeste e Noroeste.
O CMDEC (Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual) informou que o risco permanece alto na região norte do estado e o Imnet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta vermelho para cumulados de chuva em parte do Rio Grande do Sul.
Como consequência das chuvas, foram registrados alagamentos e elevação do nível de arroios e pequenos rios, especialmente nas áreas que receberam os maiores volumes de chuva.
Segundo a Defesa Civil, as tempestades avançaram para outras regiões do estado, com destaque para as áreas próximas aos municípios de Marau e Nova Prata, onde ficam as nascentes dos rios Guaporé, Carreiro e da Prata. Nessas localidades, os acumulados de chuva superaram 170 milímetros.
Em Paraí, foram registrados 174 milímetros de chuva. Em Marau, o acumulado chegou a 157 milímetros e, em Passo Fundo, a 154 milímetros, todos os volumes em menos de 12 horas.
Na Região Metropolitana, a previsão também indica a elevação do nível do Guaíba entre as próximas 24 e 72 horas. A tendência é de que o lago fique próximo da cota de alerta.