O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou, nesta quarta-feira (22), a morte do diretor Luiz Carlos Barreto, aos 98 anos. Ele estava internado no Rio de Janeiro, no Hospital Copa Star, na Zona Sul carioca.
Nas redes sociais, Lula afirmou que o cinema “deve muito” a Luiz Carlos Barreto e decretou luto de três dias pela morte do diretor.
“Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos.Em reconhecimento à sua obra e à sua contribuição para a cultura brasileira, decreto luto oficial de três dias”, escreveu Lula.
Ao final da nota, ele e a esposa Janja, deixaram um “abraço muito carinhoso” aos familiares.
O cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto, que nos deixou nesta quarta-feira. Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos.
Em reconhecimento à sua obra…
— Lula (@LulaOficial) July 22, 2026
A assessoria de imprensa da família Barreto informou que o velório acontecerá no Palácio da Cidade, no bairro de Botafogo, às 11h. Depois, a cremação será no Memorial do Carmo, no bairro do Caju, somente para a família.
Quem foi Luiz Carlos Barreto?
Ícone do cinema, o cineasta Barreto produziu filmes como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e o “O Que é Isso, Companheiro”. Ele deixa a esposa, também produtora de cinema Lucy Barreto e dois filhos Paula e Bruno —, além de 9 netos e 8 bisnetos. Fábio, também filho do casal, morreu em 2019.
Luiz Carlos Barreto, conhecido como “Barretão”, foi produtor, diretor, roteirista e fotógrafo. Ele foi figura central do chamado Cinema Novo (movimento que combateu o cinema comercial e comédias tradicionais). Ao produzir clássicos do cinema, uma de suas produções, o filme “O Quatrilho” (1995), foi indicada ao Oscar.
Nascido em Sobral, Ceará, Luiz Carlos iniciou a carreira como fotojornalista na revista “O Cruzeiro” antes de se dedicar ao cinema, nos anos 1950. Como diretor de fotografia, assinou produções consideradas obras-primas como “Vidas Secas” (de Nelson Pereira dos Santos) e “Terra em Transe” (de Glauber Rocha). Junto com sua esposa, Lucy Barreto, fundou a produtora LC Barreto, em 1963, construindo um legado familiar que inclui os filhos cineastas.
Sob a liderança da produtora, o Brasil chegou duas vezes à categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar: com “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro?”, os dois em Melhor Filme Estrangeiro.
Em um período como correspondente na Europa, ele fotografou personalidades como Marilyn Monroe, Fidel Castro e Frank Sinatra.