O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste domingo (18) a inovação nas indústrias e a economia verde como caminhos para o crescimento econômico do país. Já o adversário Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou sobre a expansão do acesso à internet durante o debate na TV Bandeirantes.
“Olha, o crescimento da produtividade de um país depende muito da capacidade de investimento na inovação das indústrias brasileiras. Nós criamos a Nova Indústria Brasil. Depois de muitos anos, a economia brasileira voltou a crescer, o PIB industrial de 3,4%”, afirmou Lula.
O presidente acrescentou a proposta de investir na economia digital, criativa e verde para gerar empregos.
“Agora é gerar muito emprego, emprego de qualidade, que é a questão da economia digital, com os data centers, para que a gente possa produzir o banco de dados. A segunda coisa é a economia criativa, fazer com que a sociedade brasileira se mobilize naquilo que ela precisar fazer, que nós vamos fazer os recursos acontecer para emprestar. E outra coisa, a economia verde, que virou uma coqueluche nesse país. O mundo inteiro tá querendo aplicar na economia verde, e nós vamos fazer com que isso seja uma coisa muito produtiva no país”, disse o candidato à reeleição.
Já Flávio afirmou que, em seu governo, a internet será tratada como “infraestrutura”, conectando escolas, hospitais e até áreas de recursos humanos, para que os brasileiros saibam quando surgir uma vaga em uma região próxima.
“No meu governo, internet será tratado como infraestrutura, eu vou conectar o Brasil de verdade, as escolas, os hospitais, as aldeias indígenas. Você também vai estar conectado na palma da sua mão. E como é que vai funcionar? Eu vou conectar o governo com a área de recursos humanos das empresas, e você vai poder saber se perto da sua casa tem alguma oportunidade que uma empresa tá dando para te pagar um salário que seja melhor do que o que você tem hoje ou que seja um salário que te valorize de verdade”, disse o senador.
Além disso, Flávio prometeu também que os brasileiros terão “capacitação na palma da mão”, com o passo a passo sobre como “abrir sua própria empresa”.
“Você vai ter acesso a um financiamento barato de verdade, a um juro bem pequenininho. Eu vou fazer com que você só comece a pagar os impostos baixinhos depois que você começar a ganhar o seu dinheiro. Então, você que, por exemplo, trabalha de manicure, de cabeleireiro, ao invés de você ir até a casa de alguém para você prestar esse serviço, você vai abrir a sua própria empresa de dentro da sua casa. É assim que você vai prosperar”, disse.
O debate também foi promovido pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan.