O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a família Bolsonaro nesta quinta-feira (2) após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedir que os Estados Unidos suspenda as taxações anunciadas contra o Brasil. Segundo o pré-candidato à Presidência, a imposição das tarifas representaria uma “vitória política” para o governo de Lula.
Nas redes sociais, Lula afirmou que o Brasil “não está à venda” e que defender o adiamento das tarifas para depois das eleição é uma traição à pátria.
“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois“, publicou Lula no X (antigo Twitter). “Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros.”
Na publicação, o presidente disse ser “inaceitável” que queiram “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”.
“É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado hoje por um de seus integrantes ao governo norte-americano”.
É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado hoje por um de seus integrantes ao governo norte-americano.
Nós sempre vamos dialogar de igual pra igual com qualquer…
— Lula (@LulaOficial) July 2, 2026
Entenda
A carta encaminhada por Flávio Bolsonaro ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) na última quarta-feira (1°), pede a suspensão da proposta de taxação e também a abertura imediata de negociações bilaterais nas áreas influenciadas pela imposição das taxas.
“As tarifas propostas proporcionariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem arquitetando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que buscam uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, conclui o pedido de Flávio.
No entender do senador, as “tarifas propostas recompensariam justamente os infratores que deveriam punir”.