O mês de maio de 2026 chega ao fim com a chamada Lua Azul, nome dado à segunda Lua Cheia registrada em um mesmo mês. O fenômeno poderá ser observado na madrugada deste domingo (31) em todo o Brasil. A melhor janela para observação começa no anoitecer de sábado (30), quando a Lua surge no horizonte ao mesmo tempo em que o Sol se põe.
A segunda fase da lua cheia ocorrerá às 5h45 da manhã de domingo (31). Já a maior aproximação aparente entre a Lua e a estrela Antares acontecerá próximo ao pôr da Lua, no fim da madrugada.
Na mesma data, o satélite natural estará no ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra. Por isso, a Lua aparecerá menor e menos brilhante do que uma Lua Cheia comum.
A órbita lunar possui dois pontos principais: o perigeu, quando a Lua está mais próxima da Terra, e o apogeu, quando está mais distante. Quando a fase cheia coincide com o apogeu, ocorre o fenômeno conhecido como microlua cheia. Já quando a Lua Cheia acontece durante o perigeu, o evento recebe o nome de superlua.
Além da Lua Azul e da microlua, os observadores poderão acompanhar a Lua próxima de Antares, estrela avermelhada conhecida como “Coração do Escorpião” por seu destaque na constelação de Escorpião. A região também abriga uma extensa faixa da Via Láctea, visível a olho nu em locais afastados da iluminação urbana e com céu limpo.
Como e quando observar os fenômenos
Antares poderá ser observada na noite de sábado (30), a partir de uma hora após o pôr do Sol.
Já a Lua Azul, será visualizada de fato no dia 31, mas sua janela ideal de preparo é no nascer da Lua no dia 30 de maio, Toda Lua Cheia nasce quando o Sol se põe e fica no céu durante toda a noite, se pondo no dia seguinte na hora em que o Sol nasce. O ápice da aproximação entre Lua e Antares ocorrerá junto ao pôr da Lua, já no final da madrugada.
Hickel comenta sobre o momento perfeito para observações que “Nos momentos de nascer e ocaso da Lua, ocorre o efeito da “ilusão lunar” que faz com que o cérebro humano interprete que nosso satélite pareça maior do que é. No entanto, são também os momentos para melhores fotos, em composição com a paisagem.”
Se a Lua não fica azul, por que tem esse nome?
O termo que se refere a segunda Lua Cheia do mês é importado dos EUA (Estados Unidos da América), em obras literárias britânicas do século XIX, para descrever a observação da Lua de maneira poética.
Eles acreditavam que havia uma coloração azulada devido à presença de partículas de erupções vulcânicas na alta atmosfera.
Posteriormente, a revista Astronomia Sky and Telescope associou, em 1946, o termo Lua Azul à 2ª Lua Cheia de um mês do calendário ocidental (gregoriano) por um erro de digitação.
A partir da década de 1980, o termo se popularizou nos EUA e, por influência cultural, no resto do mundo.
A Lua só fica realmente azulada em situações atmosféricas extremas, como depois de grandes erupções vulcânicas ou incêndios florestais em larga escala que lançam partículas na atmosfera capazes de filtrar mais a luz vermelha do que as demais cores.
*Sob supervisão