A Justiça de São Paulo determinou o fechamento da academia C4 GYM, na zona Leste de São Paulo, após uma mulher morrer intoxicada e quatro pessoas passarem mal depois de nadar na piscina do local, em fevereiro deste ano.
A decisão da 16° Vara da Fazenda Pública, emitida no último dia 21 de maio, aborda a revogação de um pedido anterior, que permitiu a reabertura de “áreas secas” do estabelecimento — mantendo apenas a piscina interditada.
De acordo com o documento, a empresa buscava anular o fechamento determinado pelo governo e as multas municipais, alegando que seu prédio estava passando por um processo de regularização legal.
Segundo a sentença, algumas das justificativas para a recusa da liminar que autorizava o funcionamento seriam: a falta de licença válida, risco à segurança e insuficiência da via judicial escolhida.
Em nota à CNN Brasil, a defesa da academia informou que cumprirá integralmente a decisão judicial. Veja nota na íntegra:
“A defesa da academia C4 GYM informa que a liminar que autorizava o funcionamento da unidade Pq S. Lucas foi suspensa. A empresa cumprirá integralmente a decisão judicial e manterá as atividades paralisadas enquanto perdurar a determinação.
Reiteramos nosso respeito às instituições, mas adotaremos as medidas cabíveis e apresentaremos recurso, buscando a revisão da decisão pelos meios legais.
A C4 GYM reforça seu compromisso com o bem-estar e o atendimento responsável aos alunos, e seguirá aguardando o andamento das apurações, respeitando o devido processo legal.”
Relembre o caso:
Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, faleceu após passar mal durante uma aula de natação em uma academia no bairro Parque São Lucas, na zona leste da capital.
O incidente ocorreu no dia 7 de fevereiro deste ano, e, além de Juliana, deixou outras quatro pessoas hospitalizadas.
Juliana era professora formada em Pedagogia, com pós-graduação em Alfabetização e Letramento. Ela também possuía cursos complementares na área de alfabetização, matemática para crianças e leitura infantil. A professora atuava na na área havia cerca de seis anos.
Câmeras de segurança flagraram um homem, identificado como o manobrista da academia, manipulando produtos químicos para a piscina com cloro adulterado.
A Polícia Civil de São Paulo indiciou por homicídio os três proprietários da academia C4 Gym, no Parque São Lucas, após a morte da professora. O caso expõe falhas graves que vão desde o desrespeito às normas trabalhistas até a violação de segurança sanitária, e sustentam o inquérito policial.
A investigação confirmou que o responsável pela manutenção química da água era o manobrista do estacionamento, que trabalhava no local há cerca de três anos.
De acordo com os depoimentos, o funcionário não possuía qualificação técnica para manusear produtos químicos, mas realizava a tarefa por determinação da gerência.