Juros futuros têm alta com disputa eleitoral e cautela internacional

As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira (22) ​em alta, com a curva no Brasil ​novamente reagindo à disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto, em uma sessão também marcada pela aversão global a ativos de maior risco.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,88%, em alta de ⁠11 pontos-base ante o ajuste ​de 12,775% da sessão anterior. Na ponta longa da curva ​a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em ⁠12,76%, com elevação de 2 pontos-base ante ⁠12,743%.

À espera da nova pesquisa do Datafolha, programada para ​o ‌início da noite, os investidores demonstraram cautela ao longo do dia.

Nas pesquisas ⁠eleitorais mais recentes, Flávio seguiu à frente de Lula nas intenções de voto, mas a diferença entre os dois parece ter diminuído. Na quarta-feira (21), a Quaest indicou ‌uma ⁠diferença de 1 ‌ponto percentual nas intenções de voto, com os dois empatados tecnicamente.

Além disso, a rejeição de Flávio é 5 pontos percentuais maior que a de Lula.

A ⁠leitura de boa parte dos agentes ⁠ainda é de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das ‌contas públicas – mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.

Neste cenário, após marcar a mínima de 12,850% (+7 pontos-base) às 9h09, pouco depois da abertura, a taxa ‌do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 12,955% (+18 pontos-base) às 14h43, em uma sessão no geral negativa para os ativos brasileiros.

No ⁠exterior, a sessão também era de aversão ao risco, com os principais índices de ações globais em queda, o petróleo Brent acima dos US$110 o barril ​e o dólar em alta ante boa parte das demais divisas.

Com os ​investidores em busca de segurança, a demanda pelos Treasuries aumentou e os rendimentos dos títulos norte-americanos despencaram.

Às 16h31, o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – caía 19 ‌pontos-base, a 4,955%.

 

 

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