O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (21) que Adys Lastres Morera, irmã do presidente executivo da GAESA, o conglomerado empresarial controlado pelos militares cubanos, foi presa por autoridades americanas.
GAESA significa Grupo de Administração Empresarial. Trata-se de um extenso conglomerado de empresas administradas pelos militares, amplamente considerado o mais lucrativo e eficiente da ilha.
A GAESA controla muitos dos hotéis cinco estrelas da ilha caribenha, o maior porto em Mariel, o principal banco comercial, além de uma vasta rede de supermercados, postos de gasolina e empresas de remessas.
Segundo a publicação de Rubio, Morera vivia na Flórida, onde administrava ativos imobiliários e auxiliava o regime cubano. O secretário afirmou que revogou seu status de residente permanente.
Adys Lastres Morera is the sister of the Executive President of GAESA, the Cuban military-controlled financial conglomerate that steals millions in aid for the Cuban people at the behest of the regime.
Morera was managing real estate assets and living in Florida, while also…
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) May 21, 2026
Acusações de Rubio
Em uma mensagem de cinco minutos enviada ao povo cubano na quarta-feira (20), Rubiu mencionou o grupo oito vezes. O governo Trump acusa a GAESA de acumular lucros das indústrias mais valiosas do país e usá-los em benefício dos militares e da elite cubana.
“A verdadeira razão pela qual vocês não têm eletricidade, combustível ou comida é porque aqueles que controlam o país saquearam bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo”, disse Rubio.
Os EUA impuseram repetidamente sanções aos negócios da GAESA, proibindo efetivamente qualquer turismo americano em hotéis pertencentes ao conglomerado.
Cuba nega que o enriquecimento ou a corrupção da GAESA sejam os culpados pela atual crise econômica e aponta para comentários recentes de especialistas da ONU (Organização das Nações Unidas) de que o bloqueio de combustível imposto pelo governo Trump levou à “escassez de energia”, com graves consequências para os direitos humanos e o desenvolvimento.