A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) afirmou que realizou ataques contra pontos de posicionamento do exército dos EUA na região nesta sexta-feira (26).
Em comunicado, a IRGC acusou Washington de violar seu compromisso após lançar ataques na costa da República Islâmica do Irã. A nota acrescenta que a violação foi respondida “à altura – e assim continuará sendo feito”.
A ofensiva iraniana acontece após o CENTCOM (Comando Central dos EUA) realizar ataques contra infraestrutura iraniana na região do Estreito de Ormuz, em retaliação após Teerã realizar disparos contra um navio comercial que transitava no Estreito de Ormuz.
Ainda segundo a publicação, locais de armazenamento de mísseis e drones foram atingidos, além de instalações de radar costeiro do Irã.
O CENTCOM acrescentou que deve continuar coordenando a passagem segura e prestar apoio aos navios comerciais que transitam pela via navegável.
O navio de carga foi atingido a estibordo por um projétil não identificado, o que danificou a ponte de comando, segundo a UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), órgão que monitora o tráfego marítimo na região. Não houve relatos de vítimas ou de impacto ambiental.
Acusações e Trump
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, acusou Teerã de violar o cessar-fogo estabelecido entre os dois países.
Segundo o presidente americano,o regime iraniano disparou ao menos quatro drones contra navios no Estreito de Ormuz, atingindo ao menos uma embarcação de carga. Esse navio foi danificado, mas continuou navegando.
Trump afirmou ainda que os EUA abateram três drones.
“Obviamente, trata-se de uma violação insensata do nosso acordo de cessar-fogo“, comentou o presidente em publicação na Truth Social.
Estados Unidos e Irã concordaram em manter um cessar-fogo para negociar o fim permanente da guerra.
O memorando de entendimento assinado entre as duas nações tem 14 pontos, segundo documento divulgado pelo governo americano.