Imagem de satélite impressionante mostra o “monstro” Supertufão Bavi

Um supertufão cruzou, pela segunda vez em três meses, as Ilhas Marianas do Norte e Guam, no Oceano Pacífico Norte, em território americano, no último domingo (5).

O supertufão, nomeado Bavi, atingiu intensidade máxima ao se aproximar das ilhas na noite de domingo com ventos de 290 quilômetros (180 milhas) por hora, além de trazer chuvas torrenciais e ondas perigosas de tempestade.

Uma imagem capturada pelo VIIIRS (Visible Infrared Imaging Radiometer Suite), a bordo do satélite NOAA-20, mostra o olho do furação Bavi, por volta das 15h30 UTC do dia 5 de julho (1h30 da manhã, horário local, do dia 6 de julho). Veja a foto:

Bavi se transformou em um supertufão ainda nas primeiras horas de quatro de julho, se deslocando para o oeste sobre o oceano. Observações via satélite mostraram que as temperaturas da superfície do mar estavam em torno dos 30 graus (celsius) na região.

Ele foi o terceiro ciclone tropical em 2026 de categoria 5 na escala de ventos Saffir-Simpson. De acordo com divulgações da Nasa, o fenômeno natural causou intensos danos em Guam, Rota e Saipan, derrubando postes e linhas de energia, além de inundar estradas, cobri-las com destroços e danificar edifícios.

A Nasa também confirma que equipes da Guarda Costeira dos EUA trabalharam para a remoção de obstáculos nas vias navegáveis ao redor de Guam e das Ilhas Marianas do Norte para reabrir os portos quando as condições marítimas perigosas diminuíram.

O meteorologista Jeff Masters afirmou em um artigo publicado pelo Yale Climate Connections que tempestades como o Bavi são esperadas quando eventos fortes como o El Niño estão em evidência como atualmente.

Ele explica também que tufões em anos de El Niño podem se formar mais ao leste, o que lhes dá mais tempo sobre águas quentes, para se intensificarem antes de seguirem para a Ásia.

O Bavi prossegue sendo um tufão poderoso, se deslocando para o oeste sobre o Mar das Filipinas na última quarta-feira (8), registrando ventos máximos de 250 quilômetros por hora. As previsões indicam que eçe pode se curvar para noroeste em direção a Taiwan, às Ilhas Ryukyu, no sul do Japão, e à China continental, enfraquecendo nos dias seguintes.

*Sob supervisão de AR.

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