Idosa perde casa em terremoto e constrói outra de 10 metros quadrados com garrafas plásticas

Depois de perder a casa em um terremoto que atingiu El Salvador em 2001, María Bersabé Ponce passou a recolher garrafas plásticas descartadas para construir uma nova moradia. Foram meses reunindo embalagens e outros materiais até que, em 2005, a salvadorenha concluiu uma pequena residência que chamaria atenção justamente pelo que havia em suas paredes.

Localizada no cantão El Borbollón, no departamento de San Miguel, a construção ficou conhecida como “casita encantada”. Além das garrafas usadas nas paredes, María aproveitou tampinhas na decoração e outros materiais que conseguiu reunir. A casa permaneceu no local por anos, foi atingida por um carro em 2021 e voltou a ser reconstruída, novamente com garrafas.

Meses recolhendo garrafas para construir a casa

A antiga casa de María, feita de adobe, foi perdida após o terremoto de 13 de janeiro de 2001, em El Salvador. Sem recursos para reconstruí-la da mesma forma, ela começou a recolher garrafas descartadas nas proximidades e em comunidades vizinhas. Anos depois, contou que a ideia havia surgido após sonhar com uma casa feita com o material.

Segundo relato da própria salvadorenha, foram cerca de quatro meses reunindo garrafas e outros materiais e mais três meses trabalhando na construção. As embalagens foram posicionadas lado a lado e presas a varas de madeira para formar as paredes, enquanto uma cobertura de zinco protegia o interior da chuva.

O reaproveitamento também apareceu nos detalhes. Tampinhas foram incorporadas ao piso de cimento, formando desenhos coloridos. Com aproximadamente 10 metros quadrados, a casa tinha poucos móveis e uma rede onde María dormia. A quantidade de garrafas utilizadas nunca chegou a ser contabilizada.

A construção logo chamou a atenção de quem passava pela região. Visitantes paravam para observar e fotografar o imóvel, que acabou ficando conhecido como “casita encantada”.

Casa precisou ser reconstruída após acidente

Em maio de 2021, um motorista perdeu o controle do veículo e atingiu a residência, destruindo parte da estrutura. María estava no imóvel no momento do acidente, mas não ficou ferida.

Após o episódio, ela recebeu ajuda para reconstruir a casa e permaneceu no local. María morreu em fevereiro de 2024, aos 90 anos, em San Miguel.

Em 2025, cerca de duas décadas após a construção, a “casita encantada” ainda permanecia de pé em El Borbollón. A casa ficou sob os cuidados de Rosa Miriam, filha de María, mantendo no local as características que tornaram a construção conhecida na região.

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *