Gel do amor, canetas e panetone: veja barrados pela Anvisa antes da Ypê

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou recentemente uma série de proibições e apreensões que atingiram desde itens de higiene a medicamentos de alto custo.

Antes da suspensão de lotes de detergentes e sabões da marca Ypê por falhas no processo produtivo, a agência já havia barrado a circulação de canetas emagrecedoras, produtos eróticos sem registro e até alimentos contaminados.

De acordo com a agência, as medidas publicadas no Diário Oficial da União, foram fundamentadas na ausência de garantias sobre a segurança e eficácia desses itens para o consumidor.

Canetas emagrecedoras e medicamentos falsificados

O mercado de fármacos para o tratamento de obesidade e diabetes tem sido um dos principais focos de fiscalização.

A Anvisa proibiu e determinou a apreensão de lotes falsificados de Mounjaro (tirzepatida), após identificar unidades com rótulos adulterados e informações de validade divergentes. Outras canetas também foram banidas por não possuírem registro ou fabricante identificado no Brasil.

Além dessas, a substância Retatrutida teve sua comercialização proibida em todas as marcas e lotes, pois ainda estava em fase de estudos clínicos e não possui aprovação para uso fora de protocolos de pesquisa.  A agência também agiu contra lotes falsos do medicamento contra o câncer e da toxina botulínica Botox.

No setor de analgésicos, um lote de Dipirona da Hypofarma foi recolhido após a identificação de material estranho não dissolvido nas ampolas.

“Gel do amor” e produtos eróticos

No setor de cosméticos e dispositivos médicos, a Anvisa baniu mais de 150 produtos eróticos. Conhecidos popularmente como “gel do amor”, os itens apresentavam nomes que parodiavam medicamentos famosos, como “Rivosex” e “Uzempica“, ou faziam alusão a expressões cotidianas, como “Faz o Pix“.

A proibição ocorreu porque os produtos estavam com notificações canceladas e não tinham a regularização necessária para venda.

Segundo o órgão, itens para uso interno não podem ser classificados apenas como cosméticos, exigindo critérios mais rigorosos de segurança sanitária.

Fraudes em azeites e fungos em panetones

A fiscalização também atingiu o setor alimentício com foco em fraudes e contaminações. O azeite extravirgem da marca Royal teve lotes proibidos após exames do Ministério da Agricultura e Pecuária  detectarem a adição de outros óleos vegetais, o que caracteriza fraude na composição.

Já no segmento de confeitaria, quatro lotes de panetones da marca D’Viez foram suspensos após a própria fabricante identificar a presença de fungos na superfície dos produtos.

A agência também barrou alimentos que utilizavam cogumelos não autorizados para consumo humano, por falta de comprovação de segurança.

O caso Ypê e a segurança do consumidor

A medida mais recente contra a Ypê envolveu a suspensão de detergentes, lava-roupas e desinfetantes devido a descumprimentos em etapas críticas do controle de qualidade.

A inspeção apontou riscos de contaminação microbiológica, que podem comprometer a segurança do usuário final.

A Anvisa orienta que consumidores verifiquem o número dos lotes de produtos em casa. Caso pertençam às listas de suspensão, o uso deve ser interrompido imediatamente e o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas deve ser acionado para o recolhimento.

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