Fim do prazo para negociações e ameaça econômica; a semana entre EUA e Irã

Nesta semana, o prazo de dois meses para negociações de paz sem que houvesse um caminho claro para encerrar a guerra dos EUA contra o Irã expirou.

Os preços globais do petróleo continuaram a subir, e o tráfego pelas vias navegáveis ​​do Oriente Médio permanece reduzido. O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto crítico de impasse.

Ainda assim, Trump afirmou que a “situação” com o Irã “estava muito boa”, ao mesmo tempo em que ameaçava intensificar as sanções e aumentar a pressão econômica sobre o país.

Veja o que aconteceu no Oriente Médio nesta semana

Fim do prazo para negociações

O prazo de 60 dias para que os dois lados chegassem a um acordo visando encerrar o conflito terminou na segunda-feira, e Trump declarou que não há negociações em andamento ou agendadas com o Irã.

O presidente dos EUA instruiu seus enviados a interromperem as conversas com Teerã, segundo informou posteriormente uma autoridade americana.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, divulgou na terça-feira (18) uma lista de exigências que, segundo ele, os EUA precisam atender antes da reabertura do Estreito de Ormuz, incluindo a suspensão das sanções ao petróleo iraniano e o fim das ameaças militares.

Pouco depois, Trump publicou uma imagem nas redes sociais mostrando o Estreito de Ormuz identificado como “Novo Território dos EUA”.

Na sexta-feira (21), a caminho de um comício na Carolina do Sul, Trump afirmou a repórteres que o Irã não estava pronto para fazer um “acordo adequado”, e que Washington continua pbservando o que acontece na guerra.

Tráfego no Estreito de Ormuz

Em um dia típico antes da guerra, cerca de 100 navios comerciais transitavam pelo Estreito de Ormuz, mas, entre 1º de março e 17 de junho, a média diária caiu para apenas 13.

O tráfego se recuperou durante o cessar-fogo, mas voltou a cair desde a retomada dos ataques na região.

Guerra econômica

Na quarta-feira (19), Trump ameaçou impor uma “guerra econômica devastadora” ao Irã. Em publicação nas redes sociais, o presidente americano afirmou que seria a medida “mais devastadora” já tomada por Washington.

Trump afirmou que tomará medidas econômicas contra qualquer país que fornecer qualquer tipo de apoio a Teerã.

“QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais ofereçam qualquer tipo de ajuda vital ao Irã enfrentará, por sua vez, CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS TREMENDAS”, afirmou Trump.

O republicano não especificou quais medidas concretas Washington tomaria contra tal país e não citou nenhum país pelo nome.

O presidente americano afirmou que “Este será um dia D econômico”, chamando os países aliados a se unirem aos EUA com objetivo de isolar a “ameaça iraniana”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a possível medida e alertou que aqueles que ordenarem ou implementarem as sanções “estarão sujeitos a processo e punição”.

Os EUA também impuseram novas sanções contra o Hezbollah e classificaram o grupo militante libanês como um representante do Irã.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alertou que poderia utilizar armas mais “destrutivas” caso a guerra fosse retomada, segundo a mídia iraniana.

Petróleo

O que começou inicialmente como um choque na oferta de petróleo, causado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, está se transformando em uma crise de abastecimento de combustíveis.

As refinarias enfrentam uma combinação crítica de guerra e restrições à exportação, o que limita a quantidade de petróleo bruto que podem processar para produzir gasolina, combustível de aviação e diesel.

Porta-aviões dos EUA

O USS Abraham Lincoln está iniciando sua viagem de volta para casa, segundo uma fonte a par da situação, após uma missão prolongada durante a guerra com o Irã que gerou preocupações quanto à saúde mental e ao moral da tripulação.

O porta-aviões USS George Washington chegou ao Oriente Médio na quarta-feira, informaram os militares.

Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos — o segundo maior parceiro comercial do Irã — anunciaram a suspensão de todo o comércio com Teerã depois que dois mísseis balísticos tiveram o país como alvo. O Irã negou ter disparado os mísseis.

Faixa de Gaza

Quanto a Gaza, a Comissão de Paz de Trump exigiu mais uma vez o desarmamento completo do Hamas antes de qualquer retirada das forças israelenses do enclave.

A exigência foi feita durante uma longa reunião em Jerusalém com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na segunda-feira, segundo um representante da organização apoiada pelos EUA.

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